Paris em chamas?

7 outubro, 2011

Em agosto de 1944 o general alemão Von Choltitz recebeu ordens de Hitler para destruir a linda capital da França. “Paris está em chamas?”, perguntava o fuhrer. Ele nunca respondeu. Não teve coragem de devastá-la. Paris fora poupada. Obrigada, Sr. Choltitz!

Não espalhe para as crianças, mas, às vezes, faz bem desobedecer.

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Dicas de leitores

6 outubro, 2011

O leitor Eduardo Henrique enviou dois artigos com a temática relacionada à religião e seus conflitos com o direito. Achei bem curioso, embora o assunto sempre gere polêmica! Vou postar aos poucos. Segue o primeiro mais abaixo. Obrigada, Eduardo!
Aproveitando o gancho, o leitor Emerson Martin indica o site http://www.constiline.com/ e eu também gostei! Diferente do que estou acostumada.

FALTA DE AMOR À VIDA: TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

O Tribunal de Justiça de São Paulo teve a oportunidade de apreciar interessante caso de uma jovem (Testemunha de Jeová) que dera entrada no hospital inconsciente e necesitando de aparelhos para respirar, encontrando-se sob iminente risco de morte, quando lhe foram aplicadas as transfusões de sangue.

Por questões religiosas, afirmou ela em juízo, na ação de reparação de danos morais movida contra o hospital e ao médico que a salvou, que preferia a morte a receber transfusão de sangue que poderia evitar a eliminação física. Outra pessoa havia apresentado ao médico, no momento da internação, um documento que vedava a terapia da transfusão, previamente assinado pela referida jovem e que permanecia com o portador, para eventual emergência.

Para resolver tal conflito, entendeu o Tribunal, ao confirmar a sentença de improcedência da ação, que à apelante, embora direito de culto que lhe é assegurado pela Constituição, não era dado dispor da própria vida, de preferir a morte a receber a transfusão de sangue.

A Resolução n. 1.021/80 do Conselho Federal de Medicina e os arts. 46 e 56 do Código de Ética Médica autorizam os médicos a realizar transfusão de sangue em seus pacientes, independentemente de consentimento, se houver iminente perigo de vida. A convicção religiosa só deve ser considerava se tal perigo não for iminente e houver outros meios de salvar a vida do doente.

Satisfações!

2 outubro, 2011

Prezado leitor,

vim prestar satisfações! Estou de férias viajando, por isso o blog anda tão desatualizado. Como se não bastasse, meu atual trabalho (que eu amo) tem me absorvido quase que a integridade do dia, e de lá é impossível atualizar o blog (acredite, já tentei!). Portanto preciso que o leitor me faça dois favores: a) seja compreensivo b) mande notícias e links interessantes que resultem numa postagem rápida para a gente não perder em periodicidade (coloco os créditos).

No mais, estou aqui em Salzburgo, conhecendo a casa do Mozart e descansando de um último semestre superapertado!

Felicidades a todos e que Outubro se mantenha um mês incrível como já está sendo!

Feliz dia da independência para todos

7 setembro, 2011

Pensemos na nossa também! Tão cara, tão desejada, tão saudável. Para ser independentes, dependemos de muitos fatores internos e externos, e um deles é a justiça. Cuidemos dela.

“A primeira virtude de um juiz tem de ser a independência. E a independência não é coisa abstrata. É independência do poder econômico, do poder político, do poder da imprensa e da opinião pública, independência dos próprios preconceitos”. Ellen Gracie, ex-ministra do Supremo Tribunal Federal

Encontre a cachorrinha das minhas primas

29 agosto, 2011

Ganha um vade mecum novinho quem encontrar a Blume! Desaparecida desde ontem na estrada para Conconhas perto do posto Profetas na BR 040 – Minas Gerais. A cachorrinha foi furtada enquanto pararam para almoçar.

No mais, cuidado com tudo que te faz feliz.

O chamado

27 agosto, 2011

Aí vai um caso do escritório que não compromete ninguém!

Precisávamos confirmar um trabalho com um correspondente em cidade distante. A minha colega ligou umas várias vezes e da última vez ouviu ao longe a secretária dizendo “ok, vou dizer que o senhor está em audiência”. Tudo bem, eles querem trabalhar na base da mentira. Ok…

Liguei pra lá com minha voz de locutora (já fui locutora da chegada do papai Noel em um shopping). “Oi, gostaria de falar com o Sr. X”. E ela “quem fala?”. Eu “É a Judith”(inventei um nome). E ela “De onde?”. E eu “Sou uma cliente dele”.

A secretária foi chamar o correspondente e eu passei o telefone para minha amiga. Ele atende e diz “Oi, amor…”.

Ora, quais eram as chances de descobrir aleatoriamente que o homem tinha uma amante chamada Judith? É muita coincidência!

Ele deve estar nos achando muito ninjas.  Muito!

Para se dar bem com as mulheres, deixo uma dica piedosa: É sempre melhor atender de primeira! Cuidado conosco!

Mais:

Coisas que só uma mulher consegue

Não precisa se repetir

Girl power!!!

E se a gente fizesse um filme sem sexo?

Ser mulher é algo difícil, já que consiste basicamente em lidar com homens.”

Joseph Conrad

Um exame da OAB do lado de fora

21 agosto, 2011

Hoje fui pra porta da faculdade dar uma força para os amigos que estavam prestando a prova da segunda-etapa da OAB. Relembrei muitos momentos de aflição enquanto eu e Peter (meu cachorro) esperávamos os conhecidos passarem. Reencontrei alguns professores do cursinho que fiz (Pro Labore) e também conheci novos. Aí aconteceu algo inusitado.

Faltando uns dez minutos para os portões fecharem, um aluno do cursinho chegou para o dono do cursinho que estava lá na porta ( e é também professor) e contou-lhe que seria impossível fazer a prova, pois havia esquecido a carteira de identidade em casa. O professor foi junto com o aluno conversar com a comissão do exame que estava por perto. A comissão foi enfática ao dizer que era impossível prestar a prova sem documentação. Logo depois vi uma troca de informações entre aluno e professor, uma troca de chave e pronto, Carlos Cruz iria até a casa do rapaz pegar a CI dele e entregá-la para a comissão. Olha que incrível!

Agora me diga, quer marketing melhor que esse?

A OAB adora falar que os cursinhos se alimentam de alunos despreparados e que seus donos sãos os mais interessados na reprovação. Concordo que os cursinhos vivam de preparar alguém para aquilo que precisam, mas vi hoje o lado humano e solidário desses professores que estão na luta junto com a batalha do aluno. Achei bem digno de ser noticiado no blog. Vou fazer a maior propaganda porque isso pra mim foi um exemplo de ética e mais, de pró-atividade!

Justiça seja feita, também achei legal dois pontos em relação à comissão do exame de ordem que estava na faculdade onde foi a prova de Belo Horizonte: O primeiro foi de permitir que o professor entregasse a carteira de identidade do candidato após o início da prova e o segundo foi que, antes de fecharem os portões, eles olharam para a rua, esperaram um carro estacionar e perguntaram para a pessoa se ia prestar a prova, só para não cometerem injustiça de bater o portão na cara de ninguém. Isso foi legal. E eu estava de prova que, realmente, eles tiveram esse cuidado.

Antes de eu e Peter nos retirarmos, olhamos bem para aquela faculdade (que foi a minha faculdade). Nossos amigos estavam lá suando. E torcemos de verdade por cada um deles!

 

“Existem três opções nessa vida: Ser bom em algo, ficar bom ou desistir”.

Dr. House

A vida na advocacia

14 agosto, 2011

Outro dia me peguei pensando em duas formas de fazer uma defesa: Uma contando mentiras e outra contando verdades. A que contava mentiras era muito mais fácil, rápida e convincente. A outra não.

Eu não formei em Direito para isso. Para inventar histórias, criar cenas, fazer minha própria realidade. Para isso eu já fui publicitária! Profissão que tem essa prerrogativa e todos estão cientes da inventividade ali existente.  Mas quando se trabalha com justiça, as pessoas partem do pressuposto que você está falando a verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade, certo?!

Para quem não vive nesse mundo, pode ser novidade, mas o Direito, infelizmente, tem muito de farsa. São muitas as simulações (criar o que não existe) e dissimulações (esconder o que existe) que observamos na rotina jurídica. É triste, mas comum. E ser comum é tão besta…

O trabalho sempre apresenta essas escolhas e cabe ao advogado, trainee, estagiário avaliar com a sua própria consciência o que fazer.

Nós estudamos muito, e também vivemos muito para conseguir enxergar que o mundo das mentiras não vela a pena. Bom, eu acho que não vale a pena. Me entristece.

Provavelmente, nunca serei uma advogada rica. Pelo menos não da noite pro dia. O caminho mais justo, nem sempre é o mais curto! Mas, sabe, já trabalhei para grandes clientes e ainda trabalho. Nunca me pediram para inventar, para mentir, para falsificar. Isso é muito mais uma escolha do próprio profissional que dos demais. E se não for, está tudo completamente errado.

O mundo precisa tanto de advogados honestos… Esse tipo de coisa a OAB não mede, né?!

Isso sim seria a defesa do cidadão!

Li a tristíssima postagem de site Exame da Ordem com o título “Você quer ser advogado para o que mesmo?” (imagens muito fortes, cuidado) e recordei-me do quanto eu precisei de forças para estudar pra essa absurda prova da OAB para poder, então, ter o aval de ajudar a criar o mundo que eu entendo como melhor. Foi muito difícil, mas imensamente gratificante.

Tenho muitos sonhos ainda a conquistar. E quero abraçar causas como se estivesse ganhando milhões por elas. É um perigo querer fazer diferença, né?! Mas minha mensagem para os que estão na mesma empreitada é, seja advogado. Cobre bem pelo serviço, mas não se venda. Não deixe de ser você.

“Essa é a verdadeira alegria da vida: ser útil a um objetivo que você reconhece como grande”. Bernard Shaw

Onze de Agosto

11 agosto, 2011

Para todos nós, um dia especial.

“Sede como os pássaros que, ao pousarem um instante sobre ramos muito leves, sentem-nos ceder, mas cantam! Eles sabem que possuem asas.” Victor Hugo

O dia mundial do livro e os desocupados do facebook!

8 agosto, 2011

Dia Mundial do Livro.Copie a 5ª frase da pg 56 do livro que estiver mais perto e coloque como seu status no FB.

“O título putativo pode aproveitar à boa fé?”

Ahaha!
Livro: 100 perguntas sobre Direito das Coisas – R$10,00 na bienal do ano passado no Expominas!

Resposta: Diz-se putativo o título que, embora inadequado ou inexistente, o possuidor crê sinceramente que existe e que é o título próprio para conferir-lhe o apossamento desejado. É o que ocorre com o herdeiro e o legarário aparentes, os quais, instituídos em testamento que veio a ser anulado sem que o soubessem, acabaram por se apossar da herança e do legado. (continua na pág. 56…)

Direito das coisas é muito legal! Mas sou a favor de trocar a nomenclatura para “sobre as coisas”.

O dia hoje

2 agosto, 2011

É o dia da minha formatura!

E tem algo de muito especial nesse “rito de passagem” porque, de fato, foram 10 anos de faculdade (incluindo aí o curso de Comunicação e a pós!). Faculdades muito diferentes e ricas, das quais levarei histórias que vão desde os 20 brigadeiros na casa da professora de redação até a noite rolando na grama da praça com os amigos.

Além disso, foram também inúmeros estágios! Meu currículo lembra uma página de classificados do jornal que vão desde modelo de mão à locutora da chegada do Papai Noel no shopping. Um tanto de experiências non-sense, desconexas que deixam saudades. Foram muitos dias de fórum, de fila, muitos ônibus, processos pesados, petições aos montes. Muitos papéis e tome alergia! Muita aflição com prova, com o relógio, com a monografia, com a oab, com a vida correndo mais que eu. Muito aperto de prazo, de trabalho, de chefe chamando, namorado ligando, amiga pedindo, família precisando.

Ando com mais olheiras que o normal, e só me dá vontade de agradecer!

No entanto, como estou meio sem palavras para taaanta alegria, vou copiar o bilhete do meu santinho.

Uma coisa eu digo: Valeu cada minuto!

Começar de novo. É preciso muita força para isso. Força que encontrei nas pessoas mais próximas. Meus amados pais, que são também meus grandes amigos. Meus amigos, que são também parte da minha família. Minha família, com meus exemplares avós, meus queridos tios e divertidíssimos primos! Nesse recomeço também aprendi muito com meus chefes, meus estágios, meus professores, a Fumec e a Logosofia. Também com meu país, com Vancouver e Buenos Aires! Rafa do meu coração, obrigada pelo carinho! Peter amigão, obrigada pela companhia! Olho para trás e vejo o quanto fizeram por mim. Sinto-me verdadeiramente formada agora. Olho para frente! E vejo o quanto posso fazer por vocês.

Mais:

Canta Comigo

Escrevi ouvindo música

É claro que o exame de ordem é inconstitucional

21 julho, 2011

A notícia está bombando hoje por todos os cantos!

Acho que um exame de ordem aplicado pela OAB (por isso de ordem! dã) é tão injusto como deixar o meu cachorro escolher com quais outros cães ele dividiria uma suculento osso. Ele nunca dividiria (embora seja um amor de cachorro!).

É tão grosseiramente inconstitucional que chego a me surpreender com quem defende o exame, embora a gente dê sempre um “viva!” ao contraditório. Que o ensino deve ser controlado e avaliado, sim, precisa. Precisa mesmo. Mas é este o papel da OAB? Não nos pareceria ela suspeita demais para isso? E por que seria só o ensino de Direito?

Era para o governo cuidar melhor da educação. Isso se for também uma parte isenta, né?! Porque não dá pra acreditar na imparcialidade de nada nem ninguém, né.

Na prova que fiz (2010.3), encontramos uma série de questões formuladas erroneamente tanto na primeira quanto na segunda etapa. Fiz segunda-etapa de civil e havia uma questão com duas perguntas em que uma pergunta era igual a outra, mas as respostas eram diferentes no espelho de prova!

A própria peça profissional era polêmica, pois havia abertura para outras duas peças e a OAB sequer cogitou olhar para quem fez diferente. Oh, que democrático, hein?!

Apenas 680 recursos do Brasil inteiro foram aceitos. E o meu foi um deles. Eu não pedia favores. Pedia apenas para que enxergassem minha resposta que, muitas vezes, estava idêntica à resposta do espelho de prova e tinha um zero logo ao lado. Não dá para achar que a coisa é criteriosa e justa… Eu passei! Mas amigas que mereciam tanto quanto não passaram, e sequer sabem o motivo.

Por isso convido: vale a pena dar uma lida no parecer.

Essa história ainda vai dar pano pra manga. Que bom!

Mais:

Exame de ordem é inconstitucional, afirma MPF

Interessantes pontos de vista opostos nos comentários. Viva o contraditório! \o/

O que está acontecendo com o exame da OAB?

19 julho, 2011

Eu tinha prometido pra mim mesma que só falaria mal desse exame da ordem depois que passasse. Então passei! Agora vou falar.

É uma das coisas mais injustas que já vi na vida. Onde já se viu os próprios advogados decidirem quem eles querem ou não como concorrência??? E por que só o Direito (e agora a Contabilidade) tem que passar por isso??? Que história é essa de defender o cidadão??? E o cidadão que quer trabalhar e não consegue essa decoreba da prova que antes era com consulta e MUITO MAIS FÁCIL.

Eu fico indignada com a ousadia desse povo. Numa boa. Conheço, pelo menos, 200 pessoas superinteligentes que não passaram até hoje e umas tantas meio ignorantes que já passaram. Essa prova não mede nada.

Se acham tão ruim ter muito curso de Direito, então que proibam os seus companheiros advogados de lecionarem lá. Não descontem o ódio nos recém-formados. É feio. É covarde. É infantil.

Essa prova não mede nada. A inscrição custa R$ 200,00 e a OAB não presta contas pro governo. A prova tem um gabarito medonho, uma correção porca e pouquíssimas formas de recurso.

Simplesmente não acredito que tanta gente faça vista grossa para uma das maiores inconstitucionalidades que vivemos.

Acho que o ensino de Direito precisa melhorar sim. Como tantos outros cursos meia-boca que a gente vê. Olha os nossos engenheiros! Os nossos médicos! Dá uma espiada nos roteiristas de novela… é tudo tão longe de ser bom…

Mas sobra pro lado mais fraco, né?!

Colegas, não desistam! Essa prova precisa de muito estudo e muita sorte também. Não deveria ser assim. Mas é.

Pronto. Falei.

“A seven nation army couldn’t hold me back” The White Stripes

mais:

Piada pronta!

Brutus

14 julho, 2011

Brutus era um cachorro grande. Mistura de Rottweiler com Pastor Alemão. Era forte, mas inofensivo. Era amigo das crianças e guardião da casa. Brutus tinha um amigo menor, Snoop, o pincher. E só queria brincar.

Um dia o pessoal do Controle de Zoonoses de Belo Horizonte foi visitá-los para um exame de rotina de leishmaniose (a terrível epidemia). Fizeram o exame no Snoop, mas Brutus não entendeu o que queriam. Quando chegou sua vez, se debateu, forçou a corda que amarraram, levou vários golpes dos técnicos que não tinham técnica alguma e desmaiou. Os técnicos desistiram e foram embora.

Dois dias depois, Brutus faleceu.

Seu dono, que não estava em casa na hora, levou o cão para perícia na Escola de Veterinária da UFMG e depois, com o laudo, foi até a divisão de assistência judiciária da mesma univerdade ajuizar uma ação contra o município.

Semana passada saiu a sentença. A família de Brutus ganhou. Pouco, apenas R$ 1635,00 a título de danos morais, mais o preço de Brutus que era R$ 150,00. O valor é baixo, mas o ganho é inovador porque geralmente os juizes não estão nem aí pros animais de estimação.

Minha amiga e colega de trabalho, Luísa, foi uma das responsáveis pelo sucesso. Ela trabalhou pessoalmente no caso e ontem foi entrevistada por um jornalista do Estado de Minas.

A procedência nessa demanda indica uma possível melhora na compreenção do judiciário sobre a dor da perda de um animalzinho e sobre a irresponsabilidade de muitos dos trabalhos realizados pelo município que, inclusive, não conheciam em sua própria cartilha a orientação de sedar o animal quando estiver muito assustado.

Brutus se foi. E vai deixar saudades. Mas sua partida não foi em vão. Pobre, Brutus…

 

Mais:

PBH deve indenizar por morte de cão

A notícia que saiu no site do Estado de Minas

A notícia bombou na web!

“Se os cães não vão para o céu, quando morrer quero ir para onde eles vão… ” (?)

Direito Civil na segunda fase da OAB

26 junho, 2011

Esta foi a minha opção apesar de ouvir desde o início do curso que seria a opção mais complicada. Na verdade, eu não tive opção, pois só fiz estágio nessa área, embora tenha entrado no curso com a intenção de trabalhar com Penal. Cheguei a procurar vários estágios na área Penal, inclusive na polícia, mas sem sucesso.

Dessa forma, o Direito Civil me laçou. E olha que era o mais abominável para mim, visto que eu tomei bomba em Direito Civil I com o saudoso professor desembargador que me cortava as repostas porque os exemplos estavam na primeira pessoa (saudoso uma ova, se é que me entende!).

Direito Civil não é difícil. É o mais fácil, eu diria. Não sou, nem nunca fui genial em nenhuma área do direito, aliás em nada. Quem acompanha este blog sabe bem que não. Mas o direito civil está na nossa vida o tempo todo. É impossível não entender de dano moral, dano material, obrigação de fazer e de não fazer. A parte mais difícil é o Direito de Família. Que eu vi que é minimamente cobrado na prova (na que eu fiz). Embora seja o mais complicadinho, eu acho que é o mais gostoso de estudar. Então fica elas por elas!

O que recomendo é que a pessoa faça a prova específica de acordo com o que mais se sente à vontade. Pois estudar muito, todo mundo já vai ter que estudar mesmo. Foi-se o tempo em que Direito do Trabalho era a prova mais tranqüila da OAB. Hoje é exatamente o contrário.

Quem nunca trabalhou em área alguma, aí eu sugiro que faça Penal, porque a matéria não é tão extensa e as provas da OAB nessa disciplina ainda não ficaram impossíveis como ficou a Trabalhista. Agora, se a pessoa nunca trabalhou em área alguma e não gosta de Penal, então faça Civil, porque é bem intuitiva justamente pela relação com o cotidiano.

Hoje é o último dia de inscrição pra próxima OAB, certo?! Boa sorte a todos!

Convocação dos leitores para dicas legais

26 junho, 2011

Agora que tudo acabou (curso, OAB, monografia e provas), o que fazer com o horário vago que surgiu nas minhas noites e nos meus fins de semana? Alguma idéia?

Aqui estão as minhas até o momento:

– voltar pro piano

– aprender Espanhol de vez

– aprender Excel de vez

– descobrir onde tem aula de hip hop no Brasil (saudade de Vancouver!)

– viajar (saudade de Vancouver²!)

– fazer uma pós (mas qual???)

– praticar esportes emagrecedores!!!

– ler muitos livros (enjoei dos depressivos. Recomende-me um livro divertido!)

Também pretendo postar mais, ler mais blogs, escrever para sites sobre a minha cidade! É tão bom sentir essa liberdade de movimentos!!!

O valor da causa

19 junho, 2011

Não esquecer o valor da causa. Este era o bilhete que eu tinha colado atrás da porta do banheiro e na frente da porta do meu quarto até uma hora atrás. Tinha! Não tenho mais. Arranquei tudo.

Este lembrete ficava em pontos estratégicos da minha casa porque eu estava fazendo a tão temida prova da OAB. Uma prova que, de fato, não me pareceu nada fácil. Não só porque o conteúdo é muito grande e exige uma certa decoreba além de maldade para as questões, mas porque a prova é muito cansativa e a correção bem incerta.

No entanto, hoje saiu o resultado do recurso (tive que fazer!). Passei! E que alegria!!!!

Durante o meu estudo para essas duas provas (primeira e segunda etapa), tive em mente o quanto seria importante para mim, para minha família e para minha carreira que essa conquista fosse alcançada. O “não esquecer o valor da causa” era mais que um bilhete para não esquecer um item importante da inicial, era uma recordação de que aquele esforço tinha valor. O quanto eu poderia fazer como advogada… Como eu poderia ser uma profissional diferente do que o mundo está acostumado… Como eu poderia defender o que realmente considero justo. Impossível esquecer o valor dessa causa.

E estudei muito! Posso garantir. Foi a fase mais apertada da minha vida. Cursinho+Trabalho+Curso de Direito de Noite+Monografia+estudo pra OAB. Não é fácil mesmo. Não mesmo. E eu consinto com todo mundo que passa por isso e começa a ter efeitos colaterais como dormir mal, passar mal no ponto de ônibus, emagrecer/engordar, desenvolver doenças de pele, ter queda de cabelo etc. Tudo! É apertado, é sofrido e chega a doer. Mas tudo vale a pena quando a alma não é pequena, não é mesmo, Pessoa?!

Hoje eu estava no carro quando minha grande amiga Babica ligou para dar a notícia! É indescritível de bom. É um sonho realizado.

Naquela hora eu estava indo para a casa da minha tia, encontrar com minha família que tanto torceu por mim. O que posso dizer é que aqueles passos que dei entre o carro e a casa da tia Denise… aqueles foram os passos mais felizes da minha vida.

foto que, para mim, define a felicidade

“A alegria do triunfo jamais poderia ser experimentada se não existisse a luta, que é a que determina a oportunidade de vencer”. da Logosofia

Fim do curso!

18 junho, 2011

Hoje (antes de dar meia noite, agora é ontem) foi meu último dia de frequentadora da faculdade. Fiz a última prova, entreguei a monografia em capa dura, sentei naquela carteira pela última fez.

Foi um curso suado. Não achei fácil não, mas sei que poderia ter me empenhado mais. Também sei que ralei muito. Principalmente nos estágios.

Agora acabou. Dá um certo aperto. De lá levarei alguns amigos, um namorado, boas lembranças de professores e muitos casos para contar. Tenho mais conhecimento para trabalhar e quero ganhar meu pão com isso.

Fica um engasgo na garganta. Mas é bom. É mais uma fase. E, embora muito apertada, me ajudou a ser quem sou hoje.

O blog continua.

Obrigada aos leitores conhecidos e desconhecidos pela torcida. Obrigada aos senhores Maurício Trigueiro e Sérgio Braga que me deram apoio para começar o curso. Aos pais, tios, avós, namorado, vizinhos, primos, colegas de trabalho. Tanto tenho a agradecer. Eternamente!

Consegui.



Quando tudo esbarra na educação

16 junho, 2011

Fiz 10 anos de faculdade se somar o curso de Publicidade, a pós e o Curso de Direito (pausa para atualizar meu currículo!). Sim, 10 anos!

E o que eu sou agora? Apenas mais uma recém-formada, achando graça do Direito no Brasil. É, se teve uma coisa que eu aprendi em Direito é que está tudo errado. Tudo!

A começar pelo enorme poder que os juízes tem e pela falta de fundamentação legal em suas decisões. A terminar pela má-vontade de inúmeros funcionários (não todos) dos órgãos do judiciário e executivo que deixam acumular coisas relevantes, não passam informações importantes, não colaboram com essa atividade da justiça que é uma atividade em equipe.

Quando entrei no curso, a última coisa que queria ser era advogada. Hoje acho que o mundo precisa deles. Mas dos honestos! Meu professor fez um discurso em sua última prova e comentou “nunca deixem de agir com ética”. E a gente já pode ter uma idéia, dentro da sala de aula, de quem será, de fato, um profissional ético e quem irá desviar um pouco.

Tudo esbarra na educação. Não tanto na educação superior, essa que sigo há 10 anos. Mas na educação de berço, de escolinha, nos exemplos dos adultos para as crianças. Imagine um grande projeto de educação no Rio de Janeiro! E o que aquela cidade não teria de maravilhosa? Imagine todas as crianças servindo de lição aos adultos? Imagine adolescentes realmente felizes? O que falta é educação! A base.

Qualquer problema, se for ver, passa por aí. É como a ética na advocacia, no funcionalismo público, nos magistrados etc. É uma questão que deve ser tratada desde cedo.  E eu estou disposta a ajudar!

Nos meus 10 anos de faculdade, tirei uma lição muito valiosa: aprender é bom demais!

O 10º período é o mais apertado

15 junho, 2011

E por isso eu sumi!

O trabalho também não está nada fácil. Mas está bom.

Ser adulto é isso aí: acordar cedo, dormir tarde e suar muito! Me sinto uma atleta!

Volto já.

 

Ps. Tirei total na monografia!!!!

Mães

8 maio, 2011

Para mim, a maior prova de que existe tutela antecipada na justiça Divina.

25 abril, 2011

“A pergunta que não se cala é: Lei tem bom senso? Deveria tê-lo, mas não o contém. Às vezes, a lei até é justa, mas o aplicador não. Noutras, ela é totalmente injusta. Logo, posso afirmar, sem qualquer semente de dúvida, que Justiça, da forma como conhecida pela população em geral, é um vocábulo ligado à sociologia, porém, não ao Direito.” – Trecho do livro O Direito é Legal do Dr. Lamartino França de Oliveira, enviado por ele mesmo.

Foi para a minha monografia!

Comissão de formatura e o que eu acho sobre o assunto

21 abril, 2011

Como em todos os textos do blog, este aqui também traçará o que eu penso sobre a questão. Nenhuma verdade absoluta, apenas o meu lado de ver as coisas.

Pois bem. Não faço parte da comissão de formatura. Desde que me formei no terceiro ano (e isso foi em 2000) jurei que nunca mais pagaria por uma festa dessas. Isso porque no fim das contas, a festa dificilmente chega aos pés do que a gente espera. E sai muito mais cara do que vale.

No meu curso de Publicidade também não ingressei na Comissão de Formatura. No dia do baile, fui a uma festa anos 80 com meus chefes e me diverti o suficiente para ter ótimas lembranças!

Mas neste curso de Direito agora acompanhei mais de perto o processo do tal baile de formatura e continuo convicta: não vale a pena (não pra mim). Veja meus motivos:

1)      O preço que meus colegas estão pagando chega quase a R$ 5.000,00 (cinco mil reais). Esse valor em si, por uma só noite, eu já acho muito caro. Mas se for ver o que dá pra fazer com esse dinheiro… é menos interessante ainda! Com o mesmo valor dá para passar um mês inteiro em Vancouver estudando inglês, saindo de quinta a domingo e patinando nas praças.

2)     O preço inicial era um pouco mais barato, mas tudo subiu muito de preço. É algo meio imprevisível. Fora que muita gente que topa entrar pra comissão no terceiro período já sumiu no sétimo período, e aí?

3)      Acho que uns 30% dos que pagam a comissão de formatura da minha sala não irão formar comigo. Eles estão pagando por uma festa que será só uma festa, não será sequer um rito de passagem pra eles.

4)      Sim! É legal celebrar os ritos de passagens. Mas tem formas muito mais baratas de fazer isso. A questão é que quem gosta muito de baile, faz questão de umas coisas muito caras como a banda da festa, a decoração luxuosa, o whisky na mesa e o salão mais chique. Talvez se cogitassem fazer as coisas com mais simplicidade, a alegria poderia ser a mesma e o prejuízo um pouco menor.

5)      Desculpe, mas a maioria dessas coisas de baile tendem as ser muito barangas. Isso vale também para festas de debutantes e casamentos. O risco de exagerar e ostentar demais é grande. Reporto-me ao número 4. Às vezes, menos é mais.

6)      Eu sempre estranhei as pessoas passarem o dia no salão e gastarem milhares de reais com um vestido para depois caírem no funk que destrói qualquer penteado. Quer se acabar? Economize na produção, pelo menos.

7)      A comissão de formatura tem, de fato, uma tarefa árdua que é tentar agradar a todos. A da minha sala bem que tentou. Mas não conseguiu. Não conheço nenhuma que tenha conseguido.

8)      Ah, outra coisa que me dá aflição é a tal da missa. Eu não sou religiosa e achei muito ruim o culto ecumênico que tivemos no terceiro ano. Era um senta-levanta o tempo todo. Prefiro não me envolver.

Por essas e outras que recomendo aos leitores que pensem bem antes de ingressar numa comissão de formatura. É uma decisão que custa caro.

Se não ingressarem, tratem de juntar dinheiro para uma viagem, que isto eu acho que sempre vale a pena. Mas se decidirem pagar por uma festa, então acompanhem os passos da comissão, ofereçam ajuda, ofereçam idéias também. Eles vão precisar. E aproveitem a festa!

Mais:

O casamento mais simples e bonito do mundo

O filtro

13 abril, 2011

É improvável que alguém que assista muita televisão entenda o que eu vou dizer agora, mas eu sou a favor da censura do bom senso. Como um filtro, o editor devia ter mais cuidado com o que vai divulgar.

Explico! Desde que acompanhamos as terríveis cenas de Realengo no Rio, começamos a ser expostos a uma série de reportagens sobre como o assassino recarregou a arma mais rápido, como ele fez para entrar na escola sem problemas, onde ele buscou na internet se “educar para matar” etc etc. Verdadeiras aulas de assassinato. Obrigada, jornalistas, mas acho que não precisávamos disso! Também não precisávamos ver todos os detalhes sórditos da mente doentia do infeliz, todas as maldades que ele fez. Ele já morreu. Já acabou. O que é necessário agora é reconstruir aquela escola, a vida de quem ficou, as famílias que foram mutiladas. O mundo precisa de mais revistas como a Revista Sorria, talvez.

Hoje saiu uma reportagem sobre a condenação do programa Pânico na TV a R$100.000,00 (cem mil reais) por terem jogado baratas vivas em cima de uma mulher. Isso é engraçado, né?! Então mais engraçado será ver os produtores suspendendo a noitada para ajudar a pagar a indenização que, ao meu ver, ficou barata (desculpa o trocadilho).

Censura por censura é feio, é ditatorial, é amarga. Mas censura por um mundo mais humano é algo que deveria passar pelos princípios de todos, não é não?!

No meu convívio tem um ser que trai a namorada (esse é escancarado). Ele faz tudo na nossa frente e depois ninguém pode comentar nada! Isso é censura hipócrita. Não quer virar notícia, não deixe que o fato aconteça (frase de antigo compercial). Mas evitar grandes constrangimentos pode ser uma censura razoável. Evitar, por exemplo, que um colega espalhe uma piada racista, seria censura?

A Revista Caras divulgou a carta de uma suicida na capa da revista – com detalhes, claro. Como o ex dela não quis ter seu nome divulgado na reportagem mais ridícula do planeta, a Revista Veja divulgou a história contando que era a volta da censura (uuuh! – som de fantasminha!). Que nojo, ou…

Claro que o Brasil tem péssimas lembranças do assunto e prefere afastar qualquer tipo de restrição da liberdade de imprensa a cuidar do assunto com mais cautela.

Pensemos como as professoras de primário: se a sua liberdade está interferindo na liberdade do outro, então a sua liberdade já acabou. Se a imprensa insiste em divulgar materiais perniciosos, talvez ela precise de um editor melhor. É só isso! Sem horrorizar, sem choramingar, sem alardear a volta da uma ditadura. Não quero que nada volte. Quero uma coisa inédita: Princípios!

Mais:

Dá licença, eu sou imprensa!

A chacina e o pânico da mídia

1 centavo: Cadê meu troco?

26 março, 2011

(todo o texto abaixo e o título legal acima é da Dra. Danielle Toste, blogueira amiga – e dona de dois excelentes podcasts – que autorizou a publicação. Eu fiquei só entre parênteses mesmo)

Alguns dias atrás fui com uma amiga almoçar num restaurante aqui perto do escritório, o lugar tinha um placa onde constava o preço único (bem grande diga-se de passagem) de R$10,99. Fui lá, fiz meu prato, e fui até o balcão pegar minha comanda, ai a moça anotou no campo correspondente à comida: “11,00″, na hora de pagar, da mesma forma, me cobraram os R$11,00.

Então vamos lá: eu sei que 0,01 é pouco, é quase nada, muita gente nem se dá ao trabalho de abaixar para pegar se uma moedinha de 1 centavo cai da carteira, mas isso não da a ninguém o direito de pegar seus centavinhos dessa forma, na cara dura. E no fim, é uma grande chatisse você ter que se estressar no meio do seu almoço, para brigar com a pessoa do restaurante, por causa de 0,01 centavo.

E eu nem sequer quero falar da questão legal, e que eu poderia fazer a pessoa cumprir o anúncio (arts. 30 e 35 do CDC), e que a publicidade era enganosa (art. 37, §1º e 67 do CDC) e blá, blá, blá. Mas, de verdade, eu não acho que o problema era eu pagar o 1 centavo, é saber que o restaurante está enganando as pessoas deliberadamente.

Vale lembrar que, normalmente, a finalidade dos preços com final 0,99 é confundir o consumidor, que normalmente só vê as casas antes da vírgula e muitas vezes deixa passar que o produto é quase 1 real mais caro do que ele estava pensando. Mas nesse caso tem outro mal, não é só a confusão do preço, é que o restaurante está deliberadamente ficando com esse 0,01 de diferença. Lembrem ainda, que enquanto muitas pessoas não pedem o centavo de troco quando pagam em dinheiro, no pagamento em débito as moedas não fazem diferença e a pessoa pode muito facilmente passar os 0,99 sem o problema do troco.

E vocês podem até me dizer que 1 centavo não é nada, mas façam as contas: digamos que o restaurante receba 60 pessoas por dia (eu acho que deve ser mais, mas tudo bem), são 0,60 por dia de cada cliente que eles cobram 1 centavo a mais, são mais ou menos 20 dias úteis (considerando que seja um restaurante que atenda mais o pessoal que trabalha na região) no mês da uns R$12,00 por mês, R$ 144,00 no ano. Não é uma quantia absurda, mas acho que também não é nada de se jogar fora. E o que mais me tirou do sério foi que nem esperaram para chegar no caixa para arredondar, a menina teve a coragem de escrever o valor na comanda!!

Então, estou escrevendo isso para vocês refletirem um pouco, sobre os centavos que os fornecedores muitas vezes vão roubando de nós.

Eu não falei nada no restaurante porque não estava com muito humor para brigar por causa de 1 centavo, mas depois me arrependi, porque não é uma questão de contar os centavos, mas de cobrar honestidade! Nós consumidores as vezes ficamos cansados demais para reclamar, ou nos sentimos demasiadamente impotentes, mas acho que o silêncio não apenas não resolve nossos problemas, mas colabora para manter as coisas como estão.

Acho que se todos nós começássemos a reclamar mais dessas coisas, e cobrar o nosso troco, por mais mísero que seja, talvez os fornecedores passassem a repensar essas técnicas malignas.

De homem para homem

25 março, 2011

Responder a um insulto, uma acusação, um pedido ou uma mera correção é uma arte e um exercício constante que iniciamos desde muito pequenos.

Voltaire, um dos mais famosos pensadores francês, ao ser perguntado sobre um certo Monsieur, cobriu-lhe de elogios, mas ouviu o desgostoso retorno: “É muita bondade sua falar tão bem de Monsieur X, quando ele diz tantas coisas desagradáveis a seu respeito”.

Se nem mesmo o grande iluminista estava isento de ser criticado, como podemos enfrentar situações semelhantes?

Na busca por expressões latinas que tragam alguma sabedoria a respeito do tema, encontramos a seguinte:

Ad hominem: lat. Para o homem. Sistema de argumentação que contraria o adversário usando de suas próprias palavras ou citando o seu modo de proceder.

Para exemplo da argumentação ad hominem, peguemos um diálogo entre crianças: – “Você é preguiçoso”. – “Eu? E você que dorme o dia inteiro?”. Ou mesmo entre adolescentes: – “Este refrigerante faz mal para o estômago”. – “Claro que você diz isso, seu pai trabalha na concorrente.” A resposta, neste caso, é direcionada à pessoa que apontou a falha e não à falha em si.

Este tipo de comportamento pode representar muitos riscos, principalmente se a resposta se restringir exclusivamente a isso. Em alguns casos, porém, pode funcionar como estratégia de sucesso. Na vida cotidiana recomenda-se que, se for usar, que seja de forma sutil. Já na práxis jurídica, é mais comum que se apresente de forma evidente, podendo gerar, inclusive, pedidos contrapostos e reconvenções. – “Eu te devo cem? E você que me deve mil?”.

Da argumentação “ad hominem” é possível também criarmos uma relação com a conhecida “venire contra factum proprium” que, basicamente, significa a impossibilidade de assumir uma posição jurídica quando seu comportamento demonstra outro. De nada valeria intentar a cobrança por aluguéis quando se aceitava emprestar o automóvel a título gratuito. “Venire contra factum proprium” pode ser um ótimo argumento “ad hominem” se verificado seu cabimento na situação.

Claro! A análise da dimensão e da necessidade de cada tipo de resposta deve, logicamente, passar pela sensatez de cada um, a fim de não criar um atrito maior que o necessário.

Voltemos então ao momento do inconveniente comentário feito sobre Voltaire. Naquela hora, surpreendido por saber que a pessoa que ele elogiava não o tinha em conta, sua resposta foi: “Bem, pode ser que ambos estejamos enganados.”

Ps. Este texto escrevi para o informativo do escritório em que trabalho. Adoro que eles sejam abertos a textos de estagiários!

O curso

25 fevereiro, 2011

Para a maioria das pessoas que prestam vestibular a melhor opção é o curso oferecido pela Universidade Federal ou Estadual. O motivo é simples: a gratuidade e a excelência de grande parte dos professores. Vou relatar a minha experiência.

Minha primeira opção não era o Curso de Direito e sim o curso de Publicidade. Eu o escolhi porque me achava criativa, boa em redação e gostava de televisão. Não foi uma escolha muito sensata, devo admitir. Não porque o curso seja ruim, mas porque nunca me atendeu em diversos aspectos, inclusive no econômico. Na época em que escolhi estudar PP rolou uma fofoca que a Universidade Federal aqui de Minas fecharia o seu curso na área. Um pouco desapontada, fiz a opção de tentar o vestibular para Geografia na UFMG e Publicidade nas demais. No desespero, achando que não passaria em nenhuma faculdade, cheguei a tentar Direito nas que não ofereciam Publicidade.

No dia da prova da federal, fui meio sem vontade. Passei para a segunda etapa, mas viajei e não cheguei a fazê-la. Se eu acho que passaria? Acho que não. Por imaturidade, e aqui garanto que foi muita, nunca estudei o suficiente para o vestibular. Embora temesse não passar, sabia que, pelo menos de excedente, alguma faculdade me chamaria. Ao invés de estudar com afinco, eu me debruçava sobre os livros depois de 5 minutos de leitura e lá dormia o quanto podia.

Foi errado. Garanto. Passei numa faculdade considerada boa para o curso de Publicidade. Lá fiz grandes amigos, consegui um bico ou outro na profissão, mas só. Parou por aí.

Precisei buscar um segundo curso e, a essa altura, eu já não me lembrava muito do meu ensino médio para tentar um vestibular da Federal.

Ingressei numa segunda universidade particular. De excelente nome no mercado, achei que lá seria feliz. Não fui. Tive grandes decepções com a didática dos professores, a falta de gentileza dos funcionários, inclusive da Diretora. Claro, conheci sim professores bons e colegas excelentes, mas não foi o suficiente. Mudei de faculdade. Sem mudar de curso. Desta vez, para uma sem tanto nome no que diz respeito ao Curso de Direito, mas que me fez enorme bem. Professores sensacionais. Colegas animados. Infraestrutura bem razoável. Eu estava feliz.

Meu curso foi bom, foi inesquecível. Estando no último período, já sinto a saudade apertar e o arrependimento de não ter aproveitado mais bater. O Direito abre muitas portas, faz a gente enxergar a vida com mais equilíbrio. Um grande diferencial é que passamos a não aceitar mais algumas condutas comuns do mundo. Ficamos mais exigentes. Foi o melhor curso que fiz.

Mas a frustração de nunca ter estudado numa Federal é algo que me acompanha. Eu cheguei a fazer uma pós na UFMG, só que isso não conta. Nunca me senti uma verdadeira caloura, nunca soube o que era ser aluna do nosso atual governador, nunca participei de uma vinhada. Perdi com isso. Ganhei com outras coisas.

Outro dia o MEC divulgou uma lista dos melhores Cursos de Direito. Na minha cidade, tive uma surpresa: o meu curso estava entre os dois melhores avaliados. Ao lado de, claro, a Universidade Federal.

Um pai sem os filhos

20 fevereiro, 2011

Prezados leitores, o caso é o seguinte, estou com as horas do meu dia completamente tomadas e com pouco acesso a computadores para trabalhar. Isso explica o sumiço!

Mas tenho outra questão para tratar. É que o senhor Alain Gerber, de origem francesa, há algum tempo, entrou em contato comigo, falando e escrevendo o Português que ele conseguia para que ajudássemos na busca dele pelos filhos que foram trazidos para o Brasil ilegalmente pela mãe!

Eu já encaminhei o e-mail dele para todos que pensei que pudessem ajudar. Mas como até hoje ele ainda não teve nenhum sucesso, segue a cópia aqui.

Senhora, Senhor,
Posso lhe pedir ajuda ?
São agora 4 anos e 4 meses que meus 3 filhos amados são ilicitamente retidos no Brasil (Fortaleza).
A Deputada Européia Michèle STRIFFLER irá ao Brasil com a para reclamar o respeito do Direito Internacional e dos Direitos das Crianças pelas Autoridades brasileiras.
Michele STRIFFLER Condena Negação de Justiça no Brasil

Sra. STRIFFLER, 1 º Vice-Presidente do Comitê de Desenvolvimento, reuniu-se com Sr. Alain Gerber, domiciliado em GUEBERSCHWIHR (68), cujos filhos franceses estão retidos ilegalmente no Brasil há mais de quatro anos. Sra. STRIFFLER visitará o Brasil entre os dias 21 e 25 fevereiro de 2011, no intuito de se fazer cumprir a lei e consolidar os direitos de  pai do Sr. Alain Gerber.

Sra. STRIFFLER se reunirá com o embaixador da França em Brasília e deputados brasileiros, a fim de por um basta nesta situação intolerável e encontrar uma maneira favorável para o crescimento e o bem estar destas crianças. “)

A Deputada Michèle STRIFFLER estará em Brasilia os dias 21 e 22 de fevereiro.
Por gentileza, seria possivel organizar uma entrevista com ela (talvez com algum político que luta contra a alienação parental) ? Ela está pronta a encontrar os jornalistos durante esses 2 dias.
Depois você pode ler uma carta aberta que vou enviar hoje pelos politicos brasileiros. Poderia ajudar a JUSTICA a contar esse história.
Eu fico a sua inteira disposição por qualquer duvida, e espero por sua compreensão.
Atenciosamente,
Alain GERBER
Segue aqui o contato do Sr. Alain para quem puder ajudá-lo de alguma forma.

Alain GERBER
03 89 41 61 83 (prof. Colmar)
03 89 45 55 45 (prof. Mulhouse)
06 33 71 00 31 (mobile)
Mail : lcag2@yahoo.fr

http://meusfilhos.over-blog.com/

Renovando os materiais

25 janeiro, 2011

Queridos colegas de curso,

  • aproveito o início de ano para lembrar-lhes da promoção da palavra-chave das Etiquetas Marca Fácil. Os leitores do blog poderão adquirir etiquetas e livros (inclusive Vade Mecum) com descontos especiais se procurarem os produtos através da palavra-chave “Legal” no site. Recomendo!
  • Outra coisa, quero fazer um agradecimento público à marca de canetas Pilot. Há alguns dias eu comprei uma caneta da marca que veio com um funcionamento muito precário (obs: tenho mania de canetas!). Entrei em contato com a empresa fabricante e eles me enviaram 4 novas cargas. Claro que já enviei a carga com defeito para eles avaliarem e não recomendo que ninguém faça isso só pra se beneficiar de cargas de caneta (façameofavor…). Acho muito legal quando a empresa é comprometida assim!

É por essas e outras que criei também o etiqueta do produto. E a Pilot passou no teste! As outras cargas vieram excelentes! Indico para a compra de materiais novos.

  • Resumões jurídicos. Vale a pena comprar e ler (são várias as editoras que fazem coisa semelhantes)! Me arrependo de não ter estudado por eles antes. Embora não possam ser a única fonte de aprendizado, a forma como a matéria é colocada, deixa tudo mais claro na mente. Quantos pontos perdidos teriam sido evitados…
  • Outra coisa que recomendo renovar é o currículo. Tem apenas alguns meses que aprendi a colocar no currículo as experiências em ordem invertida (a mais recente primeiro) e detalhada. Isso foi bom. Rende-me 3 convites de entrevista e um novo estágio em pleno rumo pro 10º período!
  • No mais, estou precisando de um celular novo. O meu está velhinho, não tanto quanto deveria (é 2007/2008), mas parece que ele foi programado para morrer por agora. Custa pra ligar… perde umas funções do nada… não tira fotos direito…  Eu tenho o mesmo número há 14 anos, mas nunca ganhei nem um minuto grátis, nenhum aparelho, viagem, hospedagem, o escambal… nada. Pois bem, preciso de um celular bom e barato, desta vez quero muita internet também. E tem que ser tudo barato. Alguma dica de aparelho? De operadora? De plano?

É. Não sou um gênio.

23 janeiro, 2011

Quando eu era adolescente, adorava minha aula de música. Comecei estudando flauta e daí parti para o estudo de piano. Fiquei tão empolgada que comecei a estudar muito o tema. Tanto que consegui aprender algumas músicas num tempo um pouquinho mais ligeiro que o esperado pela professora.

Com isso, a professora e talvez mais uma outra professora, começaram a dizer que eu estava indo muito bem, que era uma boa aluna. Coisas que deveriam soar como um estímulo, mas na minha cabeça soaram como “uau, você é um gênio da música”. Eu comecei a suspeitar que a parte do meu sangue europeu trazia a herança de algum grande compositor alemão ou austríaco. Comecei a acreditar mais no meu potencial para ser uma grande pianista que no meu potencial para aprender a tocar um pouco melhor. Assim, o estudo da música, embora não tenha se extinguido, ficou diferente. Era um estudo envaidecido. Não era para ficar melhor, era para mostrar como eu era boa.

Então, nessa empolgação, entrei também pra aula de violão. Esta, foi um fracasso. Eu aprendi a tocar algumas músicas. Uma ou outra, mas nunca rendi muito. A professora nunca disse que eu estava indo bem. Pelo contrário, com a maior boa vontade do mundo, ela tentava me fazer enxergar que eu, verdadeiramente, tinha que estudar.

Fiquei frustrada. E pensei que talvez a minha genialidade não estivesse mais na música, mas na escrita, outra coisa que me agradava. Saí da escola de música (que até hoje guardo saudades imensas), fui pra faculdade de Publicidade. Lá pensei ter me encontrado. Prova de Português, total. Prova de Redação, total. Prova de Projeto Gráfico, média. Ah, mas eu já estava satisfeita em ser genial na redação.

Foi quando comecei a estagiar e levei vários puxões de orelha com meus textos. Mais tarde, trabalhando como redatora numa agência, outros puxões de orelha, dessa vez, mais doídos. Como o  salário já não era bom nada (isso quando tinha), comecei a estudar pra concurso e aí veio a vontade de conhecer mais o Direito.

Como gostei do tema, cogitei: “vai ver que sou um gênio do Direito!”. Deste pedestal não foi difícil cair. As primeiras provas e os primeiros dias de estágio na área me mostraram que eu também não tinha nascido pra coisa. Mas e aí? Eu iria desistir de tudo e procurar até encontrar aquilo em que fosse realmente perfeita. E se não fosse em nada?? Ah, mas a vaidade da gente custa pra aceitar que podemos não ser muito bons em nada e que é bem possível que tenhamos que nos esforçar se quisermos fazer algo direito.

Como continuava achando direito legal, continuei seguindo. E lutei um pouco mais. Agora estou matriculada no último período! Doida para formar e estudar mais, coisas mais específicas, porque acho que ainda posso fazer muito. Trabalhar em coisas para as quais eu não nasci. Tudo bem, faço com gosto!

O meu piano continua ali na sala, me chamando para tocar todas as 5 músicas que sei e adoro!

Outro dia, encontrei uma ex-colega da aula de música. Ela havia começado depois de mim, e foi, aos poucos, conquistando seu espaço. Contou-me que tinha se tornado pianista profissional, que já tinha morado na Europa e se apresentado em diversos festivais. Da minha parte, contei que sou estagiária até hoje, mas que estou aprendendo muito com isso e um dia, se ela precisar, poderei defendê-la num tribunal.


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