O valor da causa

Não esquecer o valor da causa. Este era o bilhete que eu tinha colado atrás da porta do banheiro e na frente da porta do meu quarto até uma hora atrás. Tinha! Não tenho mais. Arranquei tudo.

Este lembrete ficava em pontos estratégicos da minha casa porque eu estava fazendo a tão temida prova da OAB. Uma prova que, de fato, não me pareceu nada fácil. Não só porque o conteúdo é muito grande e exige uma certa decoreba além de maldade para as questões, mas porque a prova é muito cansativa e a correção bem incerta.

No entanto, hoje saiu o resultado do recurso (tive que fazer!). Passei! E que alegria!!!!

Durante o meu estudo para essas duas provas (primeira e segunda etapa), tive em mente o quanto seria importante para mim, para minha família e para minha carreira que essa conquista fosse alcançada. O “não esquecer o valor da causa” era mais que um bilhete para não esquecer um item importante da inicial, era uma recordação de que aquele esforço tinha valor. O quanto eu poderia fazer como advogada… Como eu poderia ser uma profissional diferente do que o mundo está acostumado… Como eu poderia defender o que realmente considero justo. Impossível esquecer o valor dessa causa.

E estudei muito! Posso garantir. Foi a fase mais apertada da minha vida. Cursinho+Trabalho+Curso de Direito de Noite+Monografia+estudo pra OAB. Não é fácil mesmo. Não mesmo. E eu consinto com todo mundo que passa por isso e começa a ter efeitos colaterais como dormir mal, passar mal no ponto de ônibus, emagrecer/engordar, desenvolver doenças de pele, ter queda de cabelo etc. Tudo! É apertado, é sofrido e chega a doer. Mas tudo vale a pena quando a alma não é pequena, não é mesmo, Pessoa?!

Hoje eu estava no carro quando minha grande amiga Babica ligou para dar a notícia! É indescritível de bom. É um sonho realizado.

Naquela hora eu estava indo para a casa da minha tia, encontrar com minha família que tanto torceu por mim. O que posso dizer é que aqueles passos que dei entre o carro e a casa da tia Denise… aqueles foram os passos mais felizes da minha vida.

foto que, para mim, define a felicidade

“A alegria do triunfo jamais poderia ser experimentada se não existisse a luta, que é a que determina a oportunidade de vencer”. da Logosofia

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6 Respostas to “O valor da causa”

  1. Anne Says:

    Parabéns!! é a primeira vez que comento apesar de já há algum tempo acompanhar o blog! Também sou estudante de direito e realmente é tudo muito corrido e o valor da causa é importante, acredita que hoje tive peça e não sei como esqueci do bendito valor da causa, bem acho que vou ter que colar uns bilhetes também!! Estou na pratica cível, só por curiosidade qual foi a prática que você fez na segunda fase?

    E boa sorte nessa nova fase!!!

  2. Didi Says:

    Anne!!! Obrigada pelo seu comentário. Você é muito simpática. Te digo que se eu não tivesse lembrado de colocar o valor da causa na peça, eu não teria passado. Fiz a prova de Direito Civil. Escreverei um texto sobre isso, você me rendeu essa idéia!

    Boa sorte e bons estudos no seu curso!!!!

  3. Vilton Souza Says:

    Didi, parabéns. É uma alegria ver que o seu ciclo fechou e outro já se inicia. Que maravilha. Espero um dia também terminar o meu. Quando você falou dos efeitos colaterais (dormir mal, passar mal, engordar, desenvolver doenças de pele, ter queda de cabelo etc.) percebi que eu, que apenas acabei de concluir o 3º período, já os desenvolvi todos. De fato, não é fácil… mas vale muito a pena. Forte abraço e sucesso!!

  4. Didi Says:

    Vilton, não é fácil mesmo. Mas vale muito a pena! Continue assim! Um abraço forte

  5. João Lucas Souza Pires Says:

    Prezada Didi,

    Conheci seu blog por acaso, buscando definições sucintas sobre common law e civil law, eis que estou estudando controle de constitucionalidade e buscava um background histórico pra me situar melhor no tema. Lí este post seu e achei bem interessante, me identifiquei muito com seu relato. Enquanto estudava pra segunda fase, conciliando estudos com o trabalho, em oportunidades fiquei muito angustiado, com medo de falhar, de não conseguir administrar toda a pressão que eu mesmo me impunha em superar este desafio que é o exame da ordem. Todavia, perseverei e me impus o sucesso a qualquer preço, estudando compulsivamente e me condicionando mentalmente no sentido de que não poderia falhar. Cheguei proximo a ter um colapso nervoso, saí da prova em prantos, em um misto de alívio e apreensão. Contudo, para minha alegria, o resultado foi próximo da perfeição, fiz a prova de segunda fase em tributário, e consegui tirar nota nove! Foi um dos dias mais felizes da minha vida, sai do escritório pulando de alegria, nunca mais me esqueço daquele momento. Também achei interessantes suas considerações sobre qual matéria escolher pra segunda fase, constantes em outro post mais recente. Eu tive dúvidas, quase escolhi penal (a primeira namorada…), mas em cima da hora alterei pra tributário… me chamaram de louco, mas foi uma decisão calculada, apesar da matéria ser complexa, são muito menos peças pra estudar e aprender. Estudei com muita dedicação, e obtive o resultado que comentei acima. O curioso, é que o direito tributário deveria ser para mim somente um atalho pra conquistar a cédula de identidade profissional e a sonhada habilitação, todavia acabei me apaixonando (pasme!) pela matéria, e hoje estou me pós graduando em Direito Tributário e Processo Tributário pela PUC/PR, e pretendo me dedicar de agora em diante exclusivamente ao estudo da matéria, visando uma carreira fiscal no futuro. É isso, desculpe o post longo (mal de advogado…), mas me identifiquei com sua história e seus percalços, assim quis dividir minha jornada, que foi de certa forma semelhante. Abraços e boa sorte na persecução de seus objetivos!

  6. Armando Says:

    Eu passei por isso tbm e ganhei uma esofagite crônica.kkk

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