Archive for the ‘Direito Internacional’ Category

Um pai sem os filhos

20 fevereiro, 2011

Prezados leitores, o caso é o seguinte, estou com as horas do meu dia completamente tomadas e com pouco acesso a computadores para trabalhar. Isso explica o sumiço!

Mas tenho outra questão para tratar. É que o senhor Alain Gerber, de origem francesa, há algum tempo, entrou em contato comigo, falando e escrevendo o Português que ele conseguia para que ajudássemos na busca dele pelos filhos que foram trazidos para o Brasil ilegalmente pela mãe!

Eu já encaminhei o e-mail dele para todos que pensei que pudessem ajudar. Mas como até hoje ele ainda não teve nenhum sucesso, segue a cópia aqui.

Senhora, Senhor,
Posso lhe pedir ajuda ?
São agora 4 anos e 4 meses que meus 3 filhos amados são ilicitamente retidos no Brasil (Fortaleza).
A Deputada Européia Michèle STRIFFLER irá ao Brasil com a para reclamar o respeito do Direito Internacional e dos Direitos das Crianças pelas Autoridades brasileiras.
Michele STRIFFLER Condena Negação de Justiça no Brasil

Sra. STRIFFLER, 1 º Vice-Presidente do Comitê de Desenvolvimento, reuniu-se com Sr. Alain Gerber, domiciliado em GUEBERSCHWIHR (68), cujos filhos franceses estão retidos ilegalmente no Brasil há mais de quatro anos. Sra. STRIFFLER visitará o Brasil entre os dias 21 e 25 fevereiro de 2011, no intuito de se fazer cumprir a lei e consolidar os direitos de  pai do Sr. Alain Gerber.

Sra. STRIFFLER se reunirá com o embaixador da França em Brasília e deputados brasileiros, a fim de por um basta nesta situação intolerável e encontrar uma maneira favorável para o crescimento e o bem estar destas crianças. “)

A Deputada Michèle STRIFFLER estará em Brasilia os dias 21 e 22 de fevereiro.
Por gentileza, seria possivel organizar uma entrevista com ela (talvez com algum político que luta contra a alienação parental) ? Ela está pronta a encontrar os jornalistos durante esses 2 dias.
Depois você pode ler uma carta aberta que vou enviar hoje pelos politicos brasileiros. Poderia ajudar a JUSTICA a contar esse história.
Eu fico a sua inteira disposição por qualquer duvida, e espero por sua compreensão.
Atenciosamente,
Alain GERBER
Segue aqui o contato do Sr. Alain para quem puder ajudá-lo de alguma forma.

Alain GERBER
03 89 41 61 83 (prof. Colmar)
03 89 45 55 45 (prof. Mulhouse)
06 33 71 00 31 (mobile)
Mail : lcag2@yahoo.fr

http://meusfilhos.over-blog.com/

O Irã perto de nós

10 agosto, 2010

A notícia da iraniana que foi inocentada do assassinato do marido e mesmo assim vai sofrer pena de morte tem abalado a cabeça dos brasileiros e, tenho certeza, também dos próprios iranianos.

Antes de comentar este caso,quero falar sobre esse povo: os iranianos. Pelo menos, os iranianos que conheci.

Quando estive em Vancouver no final do ano passado e início deste ano conheci vários. Tinha a impressão que seriam pessoas retrógradas e extremamente religiosas. Retrógrada era eu!

As mulheres iranianas que conheci poderiam muito bem se passar por brasileiras. Eram morenas lindas, simpáticas, apaixonadas pelo conhecimento e completamente avessas ao governo de seu país. Por conta dele, muitas delas migraram para o Canadá e lá pretendem construir uma nova vida. Parissa (olha que nome lindo!), minha colega de sala, iria fazer faculdade em Vancouver. Ela falava ótimo inglês, entendia tudo de literatura e dizia ser mulçumana não praticante por não ter tido outra opção. Daryan, outro colega, era viciado em vídeo-game, gostava de contar piadas e me ensinou uma série de macetes da internet!

Foi naquela escola que descobri que nem sempre o povo responde pelo governante que tem. Meus amigos Venezuelanos eram outro exemplo de indignação e tristeza com o que acontecia no país deles.

Por isso, ao ver essa bizarrice da mulher ser inocentada e condenada assim mesmo, minha tristeza fica maior, porque sei que ela é gente como a gente, e, por causa de insanidades alheias, não tem mais o direito de viver.

O movimento “#ligaLula” pelo Twitter, ao meu ver, foi uma grande interferência da Internet nas questões diplomáticas. Tenho dúvidas se chegará ao resultado esperado, mas, ainda assim, serviu para tentarmos.

Aqui no Brasil, um advogado me contou um caso por e-mail. Tratava-se de um homem que foi inocentado pela justiça, mas como a decisão não transitava em julgado, não conseguia emitir o “nada consta” exigido por empregadores e, conseqüentemente, não conseguia emprego. Em menor grau, é uma situação semelhante, uma vez que, mesmo inocente, o Sr. Sebastião (este é o nome dele) estava condenado.

Pensemos então, na parcela de culpa que cabe a cada um de nós pelo escasso desenvolvimento que o Brasil, quiçá o mundo, está vivendo. Pensemos mesmo! Trabalhemos muito. Votemos melhor. E vamos torcendo por essas pessoas. Afinal, podia ser com a gente.

Mais:

Brasil formaliza oferta de asilo a iraniana

Advogado de iraniana foge para a Noruega

Eleições no Irã

O Irã


%d blogueiros gostam disto: