Archive for janeiro \25\-03:00 2011

Renovando os materiais

25 janeiro, 2011

Queridos colegas de curso,

  • aproveito o início de ano para lembrar-lhes da promoção da palavra-chave das Etiquetas Marca Fácil. Os leitores do blog poderão adquirir etiquetas e livros (inclusive Vade Mecum) com descontos especiais se procurarem os produtos através da palavra-chave “Legal” no site. Recomendo!
  • Outra coisa, quero fazer um agradecimento público à marca de canetas Pilot. Há alguns dias eu comprei uma caneta da marca que veio com um funcionamento muito precário (obs: tenho mania de canetas!). Entrei em contato com a empresa fabricante e eles me enviaram 4 novas cargas. Claro que já enviei a carga com defeito para eles avaliarem e não recomendo que ninguém faça isso só pra se beneficiar de cargas de caneta (façameofavor…). Acho muito legal quando a empresa é comprometida assim!

É por essas e outras que criei também o etiqueta do produto. E a Pilot passou no teste! As outras cargas vieram excelentes! Indico para a compra de materiais novos.

  • Resumões jurídicos. Vale a pena comprar e ler (são várias as editoras que fazem coisa semelhantes)! Me arrependo de não ter estudado por eles antes. Embora não possam ser a única fonte de aprendizado, a forma como a matéria é colocada, deixa tudo mais claro na mente. Quantos pontos perdidos teriam sido evitados…
  • Outra coisa que recomendo renovar é o currículo. Tem apenas alguns meses que aprendi a colocar no currículo as experiências em ordem invertida (a mais recente primeiro) e detalhada. Isso foi bom. Rende-me 3 convites de entrevista e um novo estágio em pleno rumo pro 10º período!
  • No mais, estou precisando de um celular novo. O meu está velhinho, não tanto quanto deveria (é 2007/2008), mas parece que ele foi programado para morrer por agora. Custa pra ligar… perde umas funções do nada… não tira fotos direito…  Eu tenho o mesmo número há 14 anos, mas nunca ganhei nem um minuto grátis, nenhum aparelho, viagem, hospedagem, o escambal… nada. Pois bem, preciso de um celular bom e barato, desta vez quero muita internet também. E tem que ser tudo barato. Alguma dica de aparelho? De operadora? De plano?

É. Não sou um gênio.

23 janeiro, 2011

Quando eu era adolescente, adorava minha aula de música. Comecei estudando flauta e daí parti para o estudo de piano. Fiquei tão empolgada que comecei a estudar muito o tema. Tanto que consegui aprender algumas músicas num tempo um pouquinho mais ligeiro que o esperado pela professora.

Com isso, a professora e talvez mais uma outra professora, começaram a dizer que eu estava indo muito bem, que era uma boa aluna. Coisas que deveriam soar como um estímulo, mas na minha cabeça soaram como “uau, você é um gênio da música”. Eu comecei a suspeitar que a parte do meu sangue europeu trazia a herança de algum grande compositor alemão ou austríaco. Comecei a acreditar mais no meu potencial para ser uma grande pianista que no meu potencial para aprender a tocar um pouco melhor. Assim, o estudo da música, embora não tenha se extinguido, ficou diferente. Era um estudo envaidecido. Não era para ficar melhor, era para mostrar como eu era boa.

Então, nessa empolgação, entrei também pra aula de violão. Esta, foi um fracasso. Eu aprendi a tocar algumas músicas. Uma ou outra, mas nunca rendi muito. A professora nunca disse que eu estava indo bem. Pelo contrário, com a maior boa vontade do mundo, ela tentava me fazer enxergar que eu, verdadeiramente, tinha que estudar.

Fiquei frustrada. E pensei que talvez a minha genialidade não estivesse mais na música, mas na escrita, outra coisa que me agradava. Saí da escola de música (que até hoje guardo saudades imensas), fui pra faculdade de Publicidade. Lá pensei ter me encontrado. Prova de Português, total. Prova de Redação, total. Prova de Projeto Gráfico, média. Ah, mas eu já estava satisfeita em ser genial na redação.

Foi quando comecei a estagiar e levei vários puxões de orelha com meus textos. Mais tarde, trabalhando como redatora numa agência, outros puxões de orelha, dessa vez, mais doídos. Como o  salário já não era bom nada (isso quando tinha), comecei a estudar pra concurso e aí veio a vontade de conhecer mais o Direito.

Como gostei do tema, cogitei: “vai ver que sou um gênio do Direito!”. Deste pedestal não foi difícil cair. As primeiras provas e os primeiros dias de estágio na área me mostraram que eu também não tinha nascido pra coisa. Mas e aí? Eu iria desistir de tudo e procurar até encontrar aquilo em que fosse realmente perfeita. E se não fosse em nada?? Ah, mas a vaidade da gente custa pra aceitar que podemos não ser muito bons em nada e que é bem possível que tenhamos que nos esforçar se quisermos fazer algo direito.

Como continuava achando direito legal, continuei seguindo. E lutei um pouco mais. Agora estou matriculada no último período! Doida para formar e estudar mais, coisas mais específicas, porque acho que ainda posso fazer muito. Trabalhar em coisas para as quais eu não nasci. Tudo bem, faço com gosto!

O meu piano continua ali na sala, me chamando para tocar todas as 5 músicas que sei e adoro!

Outro dia, encontrei uma ex-colega da aula de música. Ela havia começado depois de mim, e foi, aos poucos, conquistando seu espaço. Contou-me que tinha se tornado pianista profissional, que já tinha morado na Europa e se apresentado em diversos festivais. Da minha parte, contei que sou estagiária até hoje, mas que estou aprendendo muito com isso e um dia, se ela precisar, poderei defendê-la num tribunal.

O mínimo

18 janeiro, 2011

Leitor,

o Maurício Gieseler do blog Exame de Ordem publicou uma lista (que já deve ser conhecida) de contas em bancos criadas para ajuda as vítimas das chuvas. Na região Serrana sabemos que a tragédia foi imensa. Aqui em Minas também foram 81 municípios afetados. Muita gente desabrigada, sem família, sem nada. Numa situação dessas, o direito se resume ao mínimo. Não existe cumprimento de contrato, documentação, legítima expectativa ou prazo pra nada.

Quando chega nesse ponto, o que as nossas mãos puderem contribuir para além de nós mesmos, será muito bem recebido. Acho que todos fariam o mesmo por nós.

Abaixo, uma pequena coletânea de formas de ajudar que encontrei, começando pela lista publicada pelo Maurício.

Lista de contas em banco para doações.

Novo local de doações para Cruz Vermelha é na BR-356 (saída para o RJ), ao lado do supermercado Leroy Merlin, próximo ao BH Shopping.

Doação de Sangue Hemorio e outros postos

Animais também precisam de ajuda, veja como (lista grande).

Até ônibus ajudarão nas coletas no Rio

MS: como fazer doações (veja no final do texto)

Projeto Enchentes (com lista de pontos de coleta em várias cidades do Brasil)

E mais:

Estudo aponta quase 700 pontos sujeitos a deslizamentos em SP

Crateras e deslizamentos em BH

Imprensa francesa acusa urbanização anárquica como responsável pela tragédia

Outra:

Sempre que possível, envie seu link de ponto de coleta ou o endereço nos comentários! Vale qualquer cidade ou país!

“A diferença entre o possível e o impossível está na vontade das pessoas.”
Louis Pasteur

O SPC legal!

11 janeiro, 2011

Inicialmente, minha idéia para o blog é falar tudo do meu jeito, com textos meus (bem déspota!). Porém, esse texto que me encaminharam trata de um assunto bem interessante e sobre o qual não tenho muita informação (o banco de dados positivo). Então segue.

Medida Provisória do banco de dados positivo: Benefício para o consumidor ou violação à privacidade?

A premissa da qual se parte é a de que a informação só constará do banco de dados desde que expressamente autorizado pelo consumidor.

A recente Medida Provisória 518, publicada em 31 de dezembro de 2010 e sancionada pelo até então presidente Lula, criou o cadastro positivo dos consumidores. Apesar do veto anterior do ex-presidente ao projeto de lei que tratava do assunto, certamente a referida medida, sob o aspecto econômico, pode representar um incremento na concessão de crédito aos consumidores e a redução das taxas de juros aplicadas em tais negócios.

A MP, inspirada no projeto de lei que incluía o § 6º, ao art. 43 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), estabelece como funcionará o banco de dados com informações sobre o adimplemento de pessoas físicas e jurídicas para a formação do histórico de crédito.

Um dos pressupostos para que se efetive o cadastro é que o responsável pela inclusão no banco de dados tenha a autorização prévia e expressa do cadastrado/consumidor para a divulgação positiva dos seus dados. Por sua vez, a consulta ao banco de dados será acessível por aqueles que realizam transações comerciais e empresariais que, em geral, impliquem em risco financeiro. As informações devem ser objetivas, claras, verdadeiras e de fácil compreensão, e ter por objetivo divulgar a situação econômica do consumidor. São vedadas informações pessoais do cadastrado, como origem social, étnica ou orientação sexual.

Dentre outros direitos do consumidor, o cancelamento do histórico deve ser realizado tão logo solicitado por este e lhe deve ser assegurado o acesso gratuito e a qualquer tempo sobre os seus dados. Tanto o fornecedor que incluiu a informação quanto o gestor do banco de dados respondem solidariamente por eventuais prejuízos causados ao consumidor e ao dever de realizar as retificações, quando houver alguma incorreção nos dados. Podem também ser incluídas no banco de dados as informações de serviços, como água, esgoto, gás e telecomunicações, com exceção daquelas referentes à telefonia móvel.

Apesar de ser inegavelmente salutar para a economia, do ponto de vista jurídico há aqueles que entendem que o banco de dados positivo poderia significar uma invasão da privacidade dos consumidores ou mesmo violação ao dever de sigilo bancário. A despeito de tais opiniões, na forma como editada a MP, parece que a questão não se sustenta, pois a premissa da qual se parte é a de que a informação só constará do banco de dados desde que expressamente autorizado pelo consumidor, logo, há o seu consentimento para a divulgação dos seus dados. Ademais, contrariamente ao cadastro negativo, ele vem em benefício do próprio consumidor, que, por ter um histórico positivo, poderá ser beneficiado quando buscar a concessão do crédito no mercado.

Especificamente em relação às instituições financeiras, considerando o disposto no inciso I, do § 3º do art. 1º da Lei Complementar 105/2001, não constitui violação ao dever de sigilo “a troca de informações entre instituições financeiras, para fins cadastrais, inclusive por intermédio de centrais de risco”, desde que observadas às normas do Conselho Monetário Nacional. Para que efetivamente se implemente a MP, resta o desafio administrativo da operacionalização do banco de dados e aos consumidores a iniciativa de autorizar a inclusão do seu nome no rol, não de maus, mas de bons pagadores.

A autora do texto é a Dra. Vanessa Tavares Lois, mestre em direito, advogada das áreas ambiental e de relações de consumo, integrante do escritório Marins Bertoldi Advogados Associados de Curitiba.

Sinceramente, eu acho boa essa idéia, para que tenha crédito quem honra com suas dívidas. Pensando de forma bem simples ainda, acho ótimo!

Agora quero falar com as mulheres! ;-)

Pensem comigo, garotas! E se existisse uma espécie de SPC de homem? E se todo canalha, mentiroso, viciado em jogo, grosseirão fosse parar num banco de dados de acessos só às mulheres?

Quantas vezes já ouvi casos de amigas que tiveram decepções horrorosas com homens que tinham outra família, que tinham dupla personalidade, que inventavam mil histórias etc etc… Não é preciso ir longe pra gente lembrar de casos assim. Pois bem, se esses cadastros foram feitos para proteger o crédito, então por que a gente não protege também o crédito moral? Ou, para ser mais romântica, o crédito sentimental?

E, olha, eu falo com as mulheres, mas sei que o contrário também acontece demais! E não é só relacionamento homem/ mulher não… Acontece nas amizades, nas relações profissionais… por todos os lados que se olhe, existe traição… E quando eu começo a escrever com reticências demais é porque estou ficando aborrecida. Então, só pra concluir, que comecem com o SPC de homem, porque o de mulheres eles já criaram e é muito famoso.

Mais:

Perigos do Banco de Dados Positivo

Texto: Finalmente, o cadastro positivo

O uso indevido da Medida Provisória

Filme “A Rede Social” traça retrato crítico da juventude

Você, mulher, tem que traçar um juízo de admissibilidade

Tem salvação: Amor! Você fica de fora desse cadastro. Sempre!

Passando raiva pra tirar a carteirinha

6 janeiro, 2011

Deixa eu explicar. Estou indo para o décimo período. Estou de férias, indo para o décimo período. Quando eu estava no sétimo, assim que entrei, fiz o pedido da carteirinha de estagiária da OAB. Demorou. Demorou tanto que, quando chegou, eu usei ela por uma semana no estágio, depois o estágio acabou, o sétimo período acabou e eu fui morar um tempo em Vancouver.

Quando voltei, tive a oportunidade de estagiar no Tribunal de Justiça daqui. Para isso, cancelei a carteirinha, pois TJ não combina com OAB.

No final de dezembro, outra oportunidade surgiu. Desta vez, num escritório, mas pediram para eu providenciar a tal da carteirinha até fevereiro. Falei que iria olhar o quanto antes. E olhei. Em dezembro mesmo estive na OAB, perguntei o que poderia ser aproveitado da minha documentação antiga e pediram apenas para levar umas declarações da faculdade de “estágio/freqüência”. Fui na faculdade. As declarações ficaram prontas ontem (porque teve natal e ano novo no meio, né). Levei de novo na OAB.

É aí que começa a graça. Além de faltar a certidão de quitação eleitoral (que não tinham me informado antes que precisaria), eles não podem aceitar as minhas declarações porque eu não estou FREQUENTE na matéria de Prática. Eu só estou matriculada agora e já fui freqüente nos semestres antigos. Claro, eu estou de FÉRIAS. Aí, eu perguntei se o escritório poderia me dar uma declaração de que vou fazer estágio lá. Não, ele não pode porque ele não é conveniado da OAB pra isso, ou seja, não pagou a taxa que eles cobram pra esse serviço.

Então quer dizer que em janeiro eu posso desistir de trabalhar com a carteirinha? Sim, quer dizer isso. Isso é constitucional??? Porque, veja bem, o que eu poderia ter feito para não ter essa dor de cabeça? Onde eu errei nessa história? Eu não tinha como adivinhar que em dezembro um escritório me chamaria. Não tinha como adivinhar que no período de férias não é válida a documentação pra tirar a carteirinha. E se eu estivesse com a minha carteirinha antiga??? Ela não seria válida da mesma forma?

Sério, me deu uma impressão muito ruim isso tudo. Estou querendo trabalhar. Só isso. As vezes me parece que a OAB virou um monstro que ninguém mais domina. Ela decide tudo, faz tudo do jeito dela. Não há MEC, TCU, MP ou judiciário que se resolva com esse órgão. Estagiários, então, coitadinhos…

Dica do dia: brincando com fogo

5 janeiro, 2011

Tenho mania de canetas. Não de canetas chiques, mas de canetas do dia-a-dia que escrevam de forma gostosa, sem a gente ter que aplicar toda a força da mão.

Minhas preferidas até hoje são a Action (que parece que agora mudou o nome pra Classe), Mitsubishi Uni Ball e Compactor. Eu também adorei uma que comprei em Buenos Aires por 1,50 pesos chamada Toyo Ball.  Além dessas, tenho uma dúzia de outras que não quero largar e muitas, mesmo com tinta, não funcionavam mais e isso me fez lembrar uma velha dica que ouvi na infância. Vamos a ela!

Minha dica do dia (como se tivesse todo dia, né?!) é para salvar as canetas secas.

Pegue uma caneta que já está desacreditada. Sério! Pegue qualquer uma. Dessas que você compra para ajudar formando, canetas de brinde, canetas que nunca prestaram…

Acenda o fogo. Serve fósforo, mas eu ligo no fogão mesmo.

Coloque a ponta (e tão somente a ponta) da caneta junto ao fogo por 4 (QUATRO) segundos.

Após, tente escrever num papel. Se melhorar, ótimo. Se ainda não estiver boa, coloque mais 4 segundos. Não recomendo colocar os 8 segundos de uma vez, pois algumas canetas não resistem. É bom ir tentando de 4 em 4.

Teve uma caneta (a amarela da foto) que eu errei a dose e a posição em relação ao fogo e o plástico que envolve a carga derreteu. Na hora, ela parou de funcionar. Mas depois de um dia de descanso, ela voltou e está melhor que nunca. Porém, o plástico ficou pra sempre deformado.

Caso, após esquentar, a  caneta aparente ter parado de funcionar mesmo o pouco que funcione, deixe ela 12 horas de repouso. Eu já consegui fazer duas resurgirem como uma fênix depois disso. E ficaram deliciosas de escrever.

Viva a democracia!

1 janeiro, 2011

 

E um rap muito maduro para os novos governantes! – dica da amiga Silvinha!