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O que aconteceu com os nossos verbos?

20 setembro, 2014

Me parece que a língua que herdamos dos colonizadores europeus sofreu recentemente uma mudança drástica em seus verbos. O infinitivo acabou e o passado também. Na nova linguagem coloquial essa frase deveria ficar « o inifitivo acabo ». E na última frase, eu diria « deveria fica ». Veja que em um lugar cortei o « u » e em outro o « r ». É um processo que não acho muito bonito, mas que entendo como se deu. A linguagem oral há muito tempo cortou essas letras da fala. Assim como o você virou « oce » e « ce ». Oque também não é tão estético, mas que acontece mesmo entre os mais cultos ! Aliás, houve alguma palavra mais modificada na nossa língua que o você, vossa mercê ?!

Não se anime ! O fato de essas palavras terem mudado sua escrita em situações cotidianas como de mensagens de celular e redes sociais não significa que você possa enviar algo para seu cliente nesse nível ! Nem para seu chefe ! Nem para uma resposta à justiça ou à administração pública.

Todos os verbos tem infinitivos terminados em R : Amar, cantar, cair, sair, partir, criar, andar, escrever, juntar, colar, entender, apontar, ver, ser, esquecer, lembrar, aprender, merecer, compor, esperar, ler, unir, opor, soar, mover, dormir, acordar etc !

Não é uma regra tão difícil assim de aprender. Mas é uma regra que ficou preguiçosa com a escrita de todo dia. O que eu acho engraçado é que ao mesmo tempo que as pessoas tiraram o R dos infinitivos, colocaram um « i » no « mas ». Inclusive, fazendo com que a escrita do « mas » português fique idêntica à forma francesa ! Mas vale lembrar que o « mas » de oposição de ideias é sempre sem i, pois se você coloca « mais » vai passar a ideia de adição, o que pode confundir, ou só ficar feio mesmo.

Voltando aos verbos, o outro problema ficou para os verbos na terceira pessoa no passado : ,Ele caiu, adaptou, aprendeu, esqueceu, amou, entendeu, viu, colou, esperou, leu, soou, dormiu. Ele cresceu. Ela uniu. Ele virou. Ela mudou.

A regra aqui não é tão fácil. Existe um grau de dificuldade. A maioria dos verbos conjugados na terceira pessoa do singular podem ser escritos no passado com o « u » no final, mas os verbos terminados em « or » (compor, opor, pôr, supor, repor etc) são escritos com « S » no final. Ela compôs, ele opôs, ela pôs, ele supôs, ela repôs. Fica um pouco mais difícil, é verdade. Mas não é muito.

Penso que escrever e falar são duas armas preciosas que a gente tem para mudar o mundo, se comunicar, aprender, pedir e ensinar. Não domino nenhuma das duas como gostaria, mas aprecio muito quem domina. Este texto não é para ofender ninguém, é apenas para relembrar algumas regras que parecem ter sido esquecidas, e que são importantes. Fazem diferença no cotidiano. E deixam os diálogos mais claros e mais bonitos.

 

Mais:

Um site que ensina português

Os verbos que derrubam

Dica do dia: Não confundir mais

A escolha

17 setembro, 2014

Imagine que você é aluno de uma escola e precise escolher o seu professor para o ano que vem. A proposta de salário é boa e muitas pessoas se animam a concorrer à vaga de professor.

Todos os alunos decidem escolher alguns critérios de avaliação. E o primeiro critério, não menos importante, é a simpatia e a empatia. Você pensa que não aprenderia muito se não tivesse simpatia ou empatia com o professor. Você passaria o dia olhando com amargura para o ele, sem necessariamente assimilar o que ele está dizendo.

Então você decide que simpatiza mais pelo professor X e seu colega decide que simpatiza mais com o professor Y. Nada mais natural !

Você vai brigar com o seu colega por causa disso ? Claro que não. Vocês vão ver outros critérios.

Um professor tem mais didática, mas falta muitas aulas. O outro, está sempre presente, mas entende menos de didática. Vocês vão ponderar o que seria mais importante e ver se essas falhas são corrigíveis ou não. Se um professor estaria disposto a faltar menos e se o outro estaria disposto a melhorar sua didática.

Então você descobre que o professor Y tinha dado bomba injustamente em alguns alunos e decide contar isso para seu colega que simpatiza por ele. Seu colega, por reflexo natural, tenta defendê-lo, mas acha por bem verificar o que houve de verdade nessa história.

Enquanto isso, o colega descobre que o professor X, na verdade tem amigos que foram péssimos professores, inclusive roubando dinheiro de escolas e avisa para que você fique esperto sobre a possível tendência do professor X de fazer a mesma coisa. Você agradece, acha estranho, mas decide ficar esperto.

Vocês dois perdem um pouco da simpatia pelos dois professores nessas investigações, mas continuam sustentando que seriam boas escolhas. É quando acontece aquele coisa, quase inexplicável que eu chamaria de « ódio irracional ao concorrente ». Vocês, que eram amigos, passam a defender seus candidatos a professores com unhas e dentes, mesmo diante de fatos concretos em que eles erraram. Vocês começam a pensar que tudo que os colegas fazem são para acabar com o seu candidato. Todo mundo é burro, menos você, que tem o melhor candidato. As pessoas do grupo começam a agir como se fossem surdos, mudos e cegos diante dos fatos, mesmo do que está comprovado. A disputa passa a se restringir aos defeitos dos outros. O professor Y e o professor X deixam de se interessar em fazer propostas de boas aulas, ou mostrar o que de bom já fizeram quando eram professores, eles passam a acusar o outro e usar o tempo livre se defender de outras acusações. Outros professores, também envolvidos na mesma concorrência, também começam a fazer o mesmo. E outros alunos começam a se degladiar para defender aquele professor que lhes parecia mais simpático.

No fim das contas, um dos professores vence. Todos os alunos ficam submetidos a ele. E o ódio é tanto que os alunos não se suportam mais, transformam a sala de aula no lugar mais hostil do mundo. Passam a enxergar a paz apenas no mundo lá fora. Ser feliz na escola começa a parecer algo impossível . Todos decidem abandonar a escola e todos os projetos que tinham com os colegas e também com os professores. O professor continua recebendo pelas aulas, mesmo sem trabalhar. Todos os alunos saem perdendo. Mas a culpa continua sendo do outro, porque ele escolheu errado.

“Viver para odiar uma pessoa é o mesmo que passar uma vida inteira dedicado a ela”. Guimarães Rosa

Mais:

Agência convida população a fazer perguntas aos candidatos

Vote na Web

Excelências – informações sobres parlamentares

Muitas formas de conhecer seu candidato (do Direito é Legal também!)

Vídeo de dicas para estudar

3 setembro, 2014

Que dificuldade que é fazer um vídeo para o youtube! Apresento a você meu canal do Direito é Legal. Acabou de ser criado e certamente tem muita coisa a ser melhorada. Deixo aqui esse ensaio!

 

Mais:

– Recebi a indicação do Livro “Como Estudar Qualquer Matéria de Direito” de autoria do Dr. Daniel Fontenele Sampaio Cunha, juiz federal do Ceará, que garante humor e didática para nos ajudar a estudar melhor!

– Aqui pelo blog também já passaram dicas de outros blogueiros: Como você estuda Processo Civil?

– Cá existe um Guia do Concurseiro em pdf também com dicas legais do ex-concurseiro Alexandre Meirelles!