Archive for julho \21\-03:00 2011

É claro que o exame de ordem é inconstitucional

21 julho, 2011

A notícia está bombando hoje por todos os cantos!

Acho que um exame de ordem aplicado pela OAB (por isso de ordem! dã) é tão injusto como deixar o meu cachorro escolher com quais outros cães ele dividiria uma suculento osso. Ele nunca dividiria (embora seja um amor de cachorro!).

É tão grosseiramente inconstitucional que chego a me surpreender com quem defende o exame, embora a gente dê sempre um “viva!” ao contraditório. Que o ensino deve ser controlado e avaliado, sim, precisa. Precisa mesmo. Mas é este o papel da OAB? Não nos pareceria ela suspeita demais para isso? E por que seria só o ensino de Direito?

Era para o governo cuidar melhor da educação. Isso se for também uma parte isenta, né?! Porque não dá pra acreditar na imparcialidade de nada nem ninguém, né.

Na prova que fiz (2010.3), encontramos uma série de questões formuladas erroneamente tanto na primeira quanto na segunda etapa. Fiz segunda-etapa de civil e havia uma questão com duas perguntas em que uma pergunta era igual a outra, mas as respostas eram diferentes no espelho de prova!

A própria peça profissional era polêmica, pois havia abertura para outras duas peças e a OAB sequer cogitou olhar para quem fez diferente. Oh, que democrático, hein?!

Apenas 680 recursos do Brasil inteiro foram aceitos. E o meu foi um deles. Eu não pedia favores. Pedia apenas para que enxergassem minha resposta que, muitas vezes, estava idêntica à resposta do espelho de prova e tinha um zero logo ao lado. Não dá para achar que a coisa é criteriosa e justa… Eu passei! Mas amigas que mereciam tanto quanto não passaram, e sequer sabem o motivo.

Por isso convido: vale a pena dar uma lida no parecer.

Essa história ainda vai dar pano pra manga. Que bom!

Mais:

Exame de ordem é inconstitucional, afirma MPF

Interessantes pontos de vista opostos nos comentários. Viva o contraditório! \o/

O que está acontecendo com o exame da OAB?

19 julho, 2011

Eu tinha prometido pra mim mesma que só falaria mal desse exame da ordem depois que passasse. Então passei! Agora vou falar.

É uma das coisas mais injustas que já vi na vida. Onde já se viu os próprios advogados decidirem quem eles querem ou não como concorrência??? E por que só o Direito (e agora a Contabilidade) tem que passar por isso??? Que história é essa de defender o cidadão??? E o cidadão que quer trabalhar e não consegue essa decoreba da prova que antes era com consulta e MUITO MAIS FÁCIL.

Eu fico indignada com a ousadia desse povo. Numa boa. Conheço, pelo menos, 200 pessoas superinteligentes que não passaram até hoje e umas tantas meio ignorantes que já passaram. Essa prova não mede nada.

Se acham tão ruim ter muito curso de Direito, então que proibam os seus companheiros advogados de lecionarem lá. Não descontem o ódio nos recém-formados. É feio. É covarde. É infantil.

Essa prova não mede nada. A inscrição custa R$ 200,00 e a OAB não presta contas pro governo. A prova tem um gabarito medonho, uma correção porca e pouquíssimas formas de recurso.

Simplesmente não acredito que tanta gente faça vista grossa para uma das maiores inconstitucionalidades que vivemos.

Acho que o ensino de Direito precisa melhorar sim. Como tantos outros cursos meia-boca que a gente vê. Olha os nossos engenheiros! Os nossos médicos! Dá uma espiada nos roteiristas de novela… é tudo tão longe de ser bom…

Mas sobra pro lado mais fraco, né?!

Colegas, não desistam! Essa prova precisa de muito estudo e muita sorte também. Não deveria ser assim. Mas é.

Pronto. Falei.

“A seven nation army couldn’t hold me back” The White Stripes

mais:

Piada pronta!

Brutus

14 julho, 2011

Brutus era um cachorro grande. Mistura de Rottweiler com Pastor Alemão. Era forte, mas inofensivo. Era amigo das crianças e guardião da casa. Brutus tinha um amigo menor, Snoop, o pincher. E só queria brincar.

Um dia o pessoal do Controle de Zoonoses de Belo Horizonte foi visitá-los para um exame de rotina de leishmaniose (a terrível epidemia). Fizeram o exame no Snoop, mas Brutus não entendeu o que queriam. Quando chegou sua vez, se debateu, forçou a corda que amarraram, levou vários golpes dos técnicos que não tinham técnica alguma e desmaiou. Os técnicos desistiram e foram embora.

Dois dias depois, Brutus faleceu.

Seu dono, que não estava em casa na hora, levou o cão para perícia na Escola de Veterinária da UFMG e depois, com o laudo, foi até a divisão de assistência judiciária da mesma univerdade ajuizar uma ação contra o município.

Semana passada saiu a sentença. A família de Brutus ganhou. Pouco, apenas R$ 1635,00 a título de danos morais, mais o preço de Brutus que era R$ 150,00. O valor é baixo, mas o ganho é inovador porque geralmente os juizes não estão nem aí pros animais de estimação.

Minha amiga e colega de trabalho, Luísa, foi uma das responsáveis pelo sucesso. Ela trabalhou pessoalmente no caso e ontem foi entrevistada por um jornalista do Estado de Minas.

A procedência nessa demanda indica uma possível melhora na compreenção do judiciário sobre a dor da perda de um animalzinho e sobre a irresponsabilidade de muitos dos trabalhos realizados pelo município que, inclusive, não conheciam em sua própria cartilha a orientação de sedar o animal quando estiver muito assustado.

Brutus se foi. E vai deixar saudades. Mas sua partida não foi em vão. Pobre, Brutus…

 

Mais:

PBH deve indenizar por morte de cão

A notícia que saiu no site do Estado de Minas

A notícia bombou na web!

“Se os cães não vão para o céu, quando morrer quero ir para onde eles vão… ” (?)