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Antes de tudo

30 março, 2010

Monografia, estágio novo, dez matérias e sono atrasado. Isso deve explicar o meu sumiço, mas não justificar. Para variar, eu sofro de uma indecisão de temas, tanto para publicar aqui, quanto para escrever a monografia (estamos na fase de escolha ainda, e olhe lá).

Semana passada o Brasil teve a aula de Processo Penal com o julgamento dos Nardoni, no início do mês foi uma aula de administração pública com a inauguração do Centro Administrativo do Aécio (ou Aeciolândia como todo taxista gosta de falar), a multa pro presidente parar de fazer campanha antes da hora, também tivemos as conquistas do Obama em relação ao sistema de saúde americano (agora o Estado subsidiará um plano de saúde para quem não tem) e, por fim, que eu me lembre, teve a hora do planeta, em que o mundo apagou um pouco de luzes para pedir menos efeito estufa.

Com tudo isso, temas não faltavam para o blog, mas blogueira que é bom, nada, né?!

Estou muito na dúvida sobre o tema para minha monografia. Quero falar sobre consumidor, sobre ética, sobre bioética, sobre penal, sobre internacional e também sobre administrativo. O feriado está aí e vai me ajudar a pensar.

Enquanto a luz não vem, deixo aqui uma poesia que encontrei  no início do livro “O Estado Atual do Biodireito” da doutora-queroserigualquandocrescer Maria Helena Diniz:

Antes de Tudo o Ser Humano

Não viva nesta terra
Como um estranho
Ou como um turista na natureza.
Viva neste mundo
Como na casa do seu pai:
Creia no trigo, na terra, no mar,
Mas antes de tudo creia no ser humano.
Ame as nuvens, os carros, os livros,
Mas antes de tudo ame o ser humano.
Sinta a tristeza do ramo que seca,
Do astro que apaga,
Do animal ferido que agoniza,
Mas antes de tudo
Sinta a tristeza e a dor do ser humano.
Que lhe dêem alegria
Todos os bens da terra:
A sombra e a luz lhe dêem alegria,
As quatro estações lhe dêem alegria,
Mas sobretudo, a mão cheias,
Lhe dê alegria o ser humano! (de Nazim Hikmet)

Na aula depois de um longo dia

10 março, 2010

Estou com um sério problema de morrer de sono na aula (mesmo quando a matéria é ótima). Pode ser um tanto de coisas : dormir em horas erradas, alimentação errada, pouco café, muito arroz etc etc. Então, para manter-me acordada na sala, vou desenvolver algumas ideias, já que nenhum professor está fazendo piruetas ali na frente (estou aqui agora, aula de Administrativo que adoro).

1) leve muitas canetas e faça do seu caderno algo bem brega e colorido;

2) ofereça-se para ler o código ou a constituição quando o professor precisar;

3) pergunte, mesmo quando a dúvida for banal. Participar faz acordar.

4) masque chicletes (ajuda mesmo!);

5) durma 5 minutos debruçada na carteira (e abraçada à sua bolsa) durante o recreio. Se você vai de ônibus e consegue sentar, ótimo, dá pra fazer isso também e é raro perder o ponto!

6) quando o professor for muito chatinho-intelectualóide (o que não é o caso da ótima profa de Direito Administrativo), faça como manda aquele e-mail: uma pequena lista de frases e palavras-chaves que ele vai falar. E faça um risco para cada vez que for citado. Quando completar, grite “bingo”. Alguns exemplos para sua listinha: paradigma, reflexão, ponto central, subjetivo, objetivo, supremacia, pluralidade, tácito, expresso, deontológico, hermêutica, exegese.

7) carregue seu mini pc e procure coisas relacionadas com a matéria (aham!), ou publique no seu blog dicas para ficar acordada.

Mais:

Por falar em dormir, veja este caso da síndrome da Branca de Neve (blog do Dr. Damásio)

Divulgando: saudade das aulas? continue seus estudos na minha querida faculdade

“Democracia é igual músculo, se a gente não exercita, atrofia” – frase dita agora pela professora

De volta ao Brasil

4 março, 2010

Voltei!

Como informado no texto abaixo, estive um tempo em Vancouver (cidade olímpica linda!) e lá aprendi muitas coisas não apenas sobre a cultura canadense, britânica ou mesmo norte-americana, mas também sobre culturas do mundo inteiro, com imigrantes de todos os cantos possíveis! É uma experiência fantástica, que não consigo traduzir em palavras, mas recomendo a todos que tiverem a oportunidade (como já aconselhou Luiza Voll em seu retorno de Barcelona).

No que diz respeito a Vancouver, tenho algumas curiosidades anotadas para os leitores que resistiram bravamente na audiência deste blog de férias:

– é proibido fumar em local fechado e em local aberto, deve estar a cerca de 6 metros longe de uma porta ou uma janela. (Esta segunda parte eu vi muita gente burlando, mas fumar em local fechado, não vi ninguém, o que era ótimo)

– é proibido beber na rua ou andar muito bêbado na rua (desta forma, você consegue imaginar que é impossível beber e fumar ao mesmo tempo!!! É o Canadá aumentando sua expectativa de vida!!!)

– é proibido atravessar fora da faixa de pedestre (e eles realmente multam quem o faz! Não tente!)

– nas escolas de Vancouver, em mês que não tem feriado em dia útil, eles criam um feriado em alguma sexta-feira. (Dizem que é para serem justos!!! Isso me dava vontade de rir e de chorar ao mesmo tempo.)

– Ninguém tem o direito de encostar em ninguém a não ser que seja convidado. (Acho isso perfeito.)

– A gorjeta é de 15%, e se você não dá o suficiente, a garçonete corre atrás de você. (Trabalhei de garçonete poucos dias por lá. Odiava quem cobrava gorjeta,  porém, valorize sua garçonete, o trabalho é meio complicadinho)

– Se você compra um produto pelo preço x e o produto cai de preço depois, você tem direito a ir lá e pedir a diferença se apresentar a notinha. (Não cheguei a pegar a informação de por quanto tempo isso vale.)

– No Canadá, assim como nos EUA, quando você compra algo, você vê o preço da coisa e depois é calculada a taxa tributária na sua frente. Aí você sabe quanto paga de imposto e fica mais exigente com o governo.

– O sistema de transporte de Vancouver é o melhor que já vi na vida. Eu pagava 99 dólares por mês num cartão para poder pegar TUDO que eu quisesse, quantas vezes quisesse. É barato? Não. Mas ficar esperando no ponto era uma coisa quase impossível de acontecer. O detalhe é que alguns espertinhos tentavam burlar isto e não compravam o cartão (não tem catraca lá). Resultado: alguns eram deportados sem tempo nem de pegar a mala de volta no hotel.

– Nos julgamentos, até os jurados tem computador individualizado. E, pelo que entendi, se você quiser realizar a sua própria defesa, você pode, não precisa de advogado.

– Quando contei na escola que a pena máxima no Brasil era de 30 anos, todo mundo ficou chocado. Porém, tive a oportunidade de fazer uma apresentação falando da Constituição Brasileira, antes de adentrar na parte penal e todo mundo (e todo O Mundo)  achou lindo, poético e um pouco sonhadora.

É isso que somos, afinal. Sonhadores!

Mais:

Vancouver para Brasileiros

Maura, me ajuda (e ela ajuda mesmo!)

Craiglist – Vancouver (um portal de tudo pra comprar, fazer, trocar e vender!)