Quando a justiça não resolve todas as injustiças

O mundo tem visto isso. Não adianta todos os tratados internacionais e todas as leis contemplarem uma vida digna se simplesmente a gente não consegue chegar até algumas cidades da Syria para desfazer aquela miséria que atinge todos os níveis da história humana. Não adianta a lei proibir a má-fé nos contratos, se nos pequenos contratos do dia-a-dia você aceita ficar com o troco que veio errado, se fura fila e mete a mão na buzina na frente de hospital.

Nem toda injustiça é resolvida pela justiça. Infelizmente. Além de ter condições da ação que devem ser respeitadas em toda questão processual, nem todo problema é entendido como válido para mover um processo pelo juiz. Algumas vezes, inclusive, nos faltam as provas suficientes para isso. E a gente sente muito que seja assim.

E diante dessas questões, o que nos resta é continuar pensando no que fazer. Saindo da caixinha do Direito e pensando no cidadão como um ser completo e complexo (bota complexo nisso!). O que cada um tem que pode contribuir para que o mundo chegue a ser menos injusto? Sério mesmo isso aí! O que você pode ver, fazer, admitir, corrigir ou estimular para que a gente possa viver e vivenciar situações mais justas daqui pra frente?

Num almoço com uma amiga, soube de um caso que ela viveu, muito absurdo. Ela não conseguiu se defender de um boato e também não conseguiu os meios para buscar a tutela jurisdicional no seu caso. Como fazer? O que tiraria da gente aquela aflição de sermos vítimas de uma injustiça?

Quisera eu ter a resposta pra isso, ou uma só resposta que se aplicasse a todos os casos. No vídeo de hoje, a minha resposta foi para o caso da minha amiga, talvez para algo pessoal meu também. Pode servir pra você também! E tendo mais a contribuir, deixe a sua sugestão.

Vamos em frente! #tamosjuntos #feliz2016

 

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Calúnia Injúria e o boca-a-boca quando é bom – texto Direito é Legal

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6 Respostas to “Quando a justiça não resolve todas as injustiças”

  1. Avatar de vinysales vinysales Says:

    Eu acredito na educação, mais do que isso, na educação moral. Pra “melhorar o mundo” primeiro não permito ou minimizo situações de corrupção em mim e no meu dia a dia; em segundo lugar, decidi dar aulas para quem mais precisa delas, sou professor para alunos de baixa renda; nas minhas aulas, falo sobre grandes homens e mulheres, falo de mudança e tiro do campo da impossibilidade o sonho de fazer diferença na sociedade; esse ano também vou me dedicar a mais uma graduação que será em Filosofia, pq quero estudar exatamente um meio de transformar a educação moral uma realidade nas escolas. Sigamos construindo…

  2. Avatar de Didi Didi Says:

    Adorei sua história, Viny Sales e acho que passa muito pela educação essa mudança que queremos. Pela empatia, pelo interesse, pelo reconhecimento que tudo tem um retorno pra gente. Obrigada pelo seu comentário e espero que seu projeto consiga os melhores frutos! Dê notícias!

  3. Avatar de Waderson Galvão Waderson Galvão Says:

    Nós brasileiros estamos tão conformados com a cultura em que nascemos e com o chamado “sistema”, que nos acostumamos a não acreditar numa possível mudança nesse cenário de injustiças.
    Acredito que a educação é basilar. De fato, não há como diminuir injustiças sem passear pela seara da educação. Mas, tão importante quanto, para nós, brasileiros, é iniciar uma cultura transformadora. Uma verdadeira mudança de mentalidade. Precisamos disso, urgentemente. O difícil é que essa mudança vem em doses homeopáticas. E é justamente o resultado lento que desanima muita gente…
    É preciso mudar desde a primeira infância. Passando pela adolescência, juventude e maioridade, um dia poderemos desfrutar de mais justiça e menos injustiças. Esse é um tema interessantíssimo! Também desejo sucesso ao Viny Sales em seu projeto. Sua atitude tem muito valor!
    Bjs Diorela! (Espero não ter escrito seu nome errado rs).

  4. Avatar de Didi Didi Says:

    Oi, Waderson! Você acertou meu nome sim! E concordo sobre a mudança em doses homeopáticas. Na verdade, é difícil colocar em prática as mudanças porque a gente mesmo se vicia numa forma de viver que nem sempre é a mais inteligente! Por isso que acredito muito na colaboração das pessoas para superarem mutuamente esses obstáculos todos (de dentro e de fora da gente!). Um abração e obrigada por comentar!

  5. Avatar de fernandokelles fernandokelles Says:

    Para termos um mundo mais justo a educação é fundamental, mas não basta. Há muitos seres que possuem muita educação e que promovem muita injustiça. Haja visto o que ocorre com muitos parlamentares e empresários em escândalos recentes no país. Aí ocorre inclusive algo aparentemente contraditório. Assim como um ser com grande educação pode fazer muito bem à humanidade também pode fazer muito mal, aliás mais do que um ignorante. A educação funciona como uma chave que ao ser girada para um lado abre e para o outro fecha. Então há que dar a chave ao ser humano mas também há que ensiná-lo a girá-la para o lado correto. Esse conhecimento superior é fundamental.

    Com relação à defesa, ela é “o mais legítimo direito do ser humano”. Como direito pode ser usado ou não, pode-se ir para a justiça ou não. Depende de uma série de fatores. “Quando por nossa causa outros ficam envolvidos em um problema esse direito se transforma em um dever e ai é inelidível”. Muitas vezes não sabemos como defender-nos. A Logosofia ensina que “Para defender-se basta e sobra assinalar aos que atacam, pondo a descoberto suas armas e intenções. ” É uma técnica fantástica, mostrar as intenções do que ataca e as armas que utiliza. Não há que descer nunca ao nível do maledicente. É do alto, com cabeça erguida, que o que sabe que está na razão deve demonstrar a correção de seus atos e a precária situação do que o acusa.

  6. Avatar de juliaandrade juliaandrade Says:

    Muito interessante este artigo

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