Archive for junho \26\-03:00 2011

Direito Civil na segunda fase da OAB

26 junho, 2011

Esta foi a minha opção apesar de ouvir desde o início do curso que seria a opção mais complicada. Na verdade, eu não tive opção, pois só fiz estágio nessa área, embora tenha entrado no curso com a intenção de trabalhar com Penal. Cheguei a procurar vários estágios na área Penal, inclusive na polícia, mas sem sucesso.

Dessa forma, o Direito Civil me laçou. E olha que era o mais abominável para mim, visto que eu tomei bomba em Direito Civil I com o saudoso professor desembargador que me cortava as repostas porque os exemplos estavam na primeira pessoa (saudoso uma ova, se é que me entende!).

Direito Civil não é difícil. É o mais fácil, eu diria. Não sou, nem nunca fui genial em nenhuma área do direito, aliás em nada. Quem acompanha este blog sabe bem que não. Mas o direito civil está na nossa vida o tempo todo. É impossível não entender de dano moral, dano material, obrigação de fazer e de não fazer. A parte mais difícil é o Direito de Família. Que eu vi que é minimamente cobrado na prova (na que eu fiz). Embora seja o mais complicadinho, eu acho que é o mais gostoso de estudar. Então fica elas por elas!

O que recomendo é que a pessoa faça a prova específica de acordo com o que mais se sente à vontade. Pois estudar muito, todo mundo já vai ter que estudar mesmo. Foi-se o tempo em que Direito do Trabalho era a prova mais tranqüila da OAB. Hoje é exatamente o contrário.

Quem nunca trabalhou em área alguma, aí eu sugiro que faça Penal, porque a matéria não é tão extensa e as provas da OAB nessa disciplina ainda não ficaram impossíveis como ficou a Trabalhista. Agora, se a pessoa nunca trabalhou em área alguma e não gosta de Penal, então faça Civil, porque é bem intuitiva justamente pela relação com o cotidiano.

Hoje é o último dia de inscrição pra próxima OAB, certo?! Boa sorte a todos!

Convocação dos leitores para dicas legais

26 junho, 2011

Agora que tudo acabou (curso, OAB, monografia e provas), o que fazer com o horário vago que surgiu nas minhas noites e nos meus fins de semana? Alguma idéia?

Aqui estão as minhas até o momento:

– voltar pro piano

– aprender Espanhol de vez

– aprender Excel de vez

– descobrir onde tem aula de hip hop no Brasil (saudade de Vancouver!)

– viajar (saudade de Vancouver²!)

– fazer uma pós (mas qual???)

– praticar esportes emagrecedores!!!

– ler muitos livros (enjoei dos depressivos. Recomende-me um livro divertido!)

Também pretendo postar mais, ler mais blogs, escrever para sites sobre a minha cidade! É tão bom sentir essa liberdade de movimentos!!!

O valor da causa

19 junho, 2011

Não esquecer o valor da causa. Este era o bilhete que eu tinha colado atrás da porta do banheiro e na frente da porta do meu quarto até uma hora atrás. Tinha! Não tenho mais. Arranquei tudo.

Este lembrete ficava em pontos estratégicos da minha casa porque eu estava fazendo a tão temida prova da OAB. Uma prova que, de fato, não me pareceu nada fácil. Não só porque o conteúdo é muito grande e exige uma certa decoreba além de maldade para as questões, mas porque a prova é muito cansativa e a correção bem incerta.

No entanto, hoje saiu o resultado do recurso (tive que fazer!). Passei! E que alegria!!!!

Durante o meu estudo para essas duas provas (primeira e segunda etapa), tive em mente o quanto seria importante para mim, para minha família e para minha carreira que essa conquista fosse alcançada. O “não esquecer o valor da causa” era mais que um bilhete para não esquecer um item importante da inicial, era uma recordação de que aquele esforço tinha valor. O quanto eu poderia fazer como advogada… Como eu poderia ser uma profissional diferente do que o mundo está acostumado… Como eu poderia defender o que realmente considero justo. Impossível esquecer o valor dessa causa.

E estudei muito! Posso garantir. Foi a fase mais apertada da minha vida. Cursinho+Trabalho+Curso de Direito de Noite+Monografia+estudo pra OAB. Não é fácil mesmo. Não mesmo. E eu consinto com todo mundo que passa por isso e começa a ter efeitos colaterais como dormir mal, passar mal no ponto de ônibus, emagrecer/engordar, desenvolver doenças de pele, ter queda de cabelo etc. Tudo! É apertado, é sofrido e chega a doer. Mas tudo vale a pena quando a alma não é pequena, não é mesmo, Pessoa?!

Hoje eu estava no carro quando minha grande amiga Babica ligou para dar a notícia! É indescritível de bom. É um sonho realizado.

Naquela hora eu estava indo para a casa da minha tia, encontrar com minha família que tanto torceu por mim. O que posso dizer é que aqueles passos que dei entre o carro e a casa da tia Denise… aqueles foram os passos mais felizes da minha vida.

foto que, para mim, define a felicidade

“A alegria do triunfo jamais poderia ser experimentada se não existisse a luta, que é a que determina a oportunidade de vencer”. da Logosofia

Fim do curso!

18 junho, 2011

Hoje (antes de dar meia noite, agora é ontem) foi meu último dia de frequentadora da faculdade. Fiz a última prova, entreguei a monografia em capa dura, sentei naquela carteira pela última fez.

Foi um curso suado. Não achei fácil não, mas sei que poderia ter me empenhado mais. Também sei que ralei muito. Principalmente nos estágios.

Agora acabou. Dá um certo aperto. De lá levarei alguns amigos, um namorado, boas lembranças de professores e muitos casos para contar. Tenho mais conhecimento para trabalhar e quero ganhar meu pão com isso.

Fica um engasgo na garganta. Mas é bom. É mais uma fase. E, embora muito apertada, me ajudou a ser quem sou hoje.

O blog continua.

Obrigada aos leitores conhecidos e desconhecidos pela torcida. Obrigada aos senhores Maurício Trigueiro e Sérgio Braga que me deram apoio para começar o curso. Aos pais, tios, avós, namorado, vizinhos, primos, colegas de trabalho. Tanto tenho a agradecer. Eternamente!

Consegui.



Quando tudo esbarra na educação

16 junho, 2011

Fiz 10 anos de faculdade se somar o curso de Publicidade, a pós e o Curso de Direito (pausa para atualizar meu currículo!). Sim, 10 anos!

E o que eu sou agora? Apenas mais uma recém-formada, achando graça do Direito no Brasil. É, se teve uma coisa que eu aprendi em Direito é que está tudo errado. Tudo!

A começar pelo enorme poder que os juízes tem e pela falta de fundamentação legal em suas decisões. A terminar pela má-vontade de inúmeros funcionários (não todos) dos órgãos do judiciário e executivo que deixam acumular coisas relevantes, não passam informações importantes, não colaboram com essa atividade da justiça que é uma atividade em equipe.

Quando entrei no curso, a última coisa que queria ser era advogada. Hoje acho que o mundo precisa deles. Mas dos honestos! Meu professor fez um discurso em sua última prova e comentou “nunca deixem de agir com ética”. E a gente já pode ter uma idéia, dentro da sala de aula, de quem será, de fato, um profissional ético e quem irá desviar um pouco.

Tudo esbarra na educação. Não tanto na educação superior, essa que sigo há 10 anos. Mas na educação de berço, de escolinha, nos exemplos dos adultos para as crianças. Imagine um grande projeto de educação no Rio de Janeiro! E o que aquela cidade não teria de maravilhosa? Imagine todas as crianças servindo de lição aos adultos? Imagine adolescentes realmente felizes? O que falta é educação! A base.

Qualquer problema, se for ver, passa por aí. É como a ética na advocacia, no funcionalismo público, nos magistrados etc. É uma questão que deve ser tratada desde cedo.  E eu estou disposta a ajudar!

Nos meus 10 anos de faculdade, tirei uma lição muito valiosa: aprender é bom demais!

O 10º período é o mais apertado

15 junho, 2011

E por isso eu sumi!

O trabalho também não está nada fácil. Mas está bom.

Ser adulto é isso aí: acordar cedo, dormir tarde e suar muito! Me sinto uma atleta!

Volto já.

 

Ps. Tirei total na monografia!!!!