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25 abril, 2011

“A pergunta que não se cala é: Lei tem bom senso? Deveria tê-lo, mas não o contém. Às vezes, a lei até é justa, mas o aplicador não. Noutras, ela é totalmente injusta. Logo, posso afirmar, sem qualquer semente de dúvida, que Justiça, da forma como conhecida pela população em geral, é um vocábulo ligado à sociologia, porém, não ao Direito.” – Trecho do livro O Direito é Legal do Dr. Lamartino França de Oliveira, enviado por ele mesmo.

Foi para a minha monografia!

Comissão de formatura e o que eu acho sobre o assunto

21 abril, 2011

Como em todos os textos do blog, este aqui também traçará o que eu penso sobre a questão. Nenhuma verdade absoluta, apenas o meu lado de ver as coisas.

Pois bem. Não faço parte da comissão de formatura. Desde que me formei no terceiro ano (e isso foi em 2000) jurei que nunca mais pagaria por uma festa dessas. Isso porque no fim das contas, a festa dificilmente chega aos pés do que a gente espera. E sai muito mais cara do que vale.

No meu curso de Publicidade também não ingressei na Comissão de Formatura. No dia do baile, fui a uma festa anos 80 com meus chefes e me diverti o suficiente para ter ótimas lembranças!

Mas neste curso de Direito agora acompanhei mais de perto o processo do tal baile de formatura e continuo convicta: não vale a pena (não pra mim). Veja meus motivos:

1)      O preço que meus colegas estão pagando chega quase a R$ 5.000,00 (cinco mil reais). Esse valor em si, por uma só noite, eu já acho muito caro. Mas se for ver o que dá pra fazer com esse dinheiro… é menos interessante ainda! Com o mesmo valor dá para passar um mês inteiro em Vancouver estudando inglês, saindo de quinta a domingo e patinando nas praças.

2)     O preço inicial era um pouco mais barato, mas tudo subiu muito de preço. É algo meio imprevisível. Fora que muita gente que topa entrar pra comissão no terceiro período já sumiu no sétimo período, e aí?

3)      Acho que uns 30% dos que pagam a comissão de formatura da minha sala não irão formar comigo. Eles estão pagando por uma festa que será só uma festa, não será sequer um rito de passagem pra eles.

4)      Sim! É legal celebrar os ritos de passagens. Mas tem formas muito mais baratas de fazer isso. A questão é que quem gosta muito de baile, faz questão de umas coisas muito caras como a banda da festa, a decoração luxuosa, o whisky na mesa e o salão mais chique. Talvez se cogitassem fazer as coisas com mais simplicidade, a alegria poderia ser a mesma e o prejuízo um pouco menor.

5)      Desculpe, mas a maioria dessas coisas de baile tendem as ser muito barangas. Isso vale também para festas de debutantes e casamentos. O risco de exagerar e ostentar demais é grande. Reporto-me ao número 4. Às vezes, menos é mais.

6)      Eu sempre estranhei as pessoas passarem o dia no salão e gastarem milhares de reais com um vestido para depois caírem no funk que destrói qualquer penteado. Quer se acabar? Economize na produção, pelo menos.

7)      A comissão de formatura tem, de fato, uma tarefa árdua que é tentar agradar a todos. A da minha sala bem que tentou. Mas não conseguiu. Não conheço nenhuma que tenha conseguido.

8)      Ah, outra coisa que me dá aflição é a tal da missa. Eu não sou religiosa e achei muito ruim o culto ecumênico que tivemos no terceiro ano. Era um senta-levanta o tempo todo. Prefiro não me envolver.

Por essas e outras que recomendo aos leitores que pensem bem antes de ingressar numa comissão de formatura. É uma decisão que custa caro.

Se não ingressarem, tratem de juntar dinheiro para uma viagem, que isto eu acho que sempre vale a pena. Mas se decidirem pagar por uma festa, então acompanhem os passos da comissão, ofereçam ajuda, ofereçam idéias também. Eles vão precisar. E aproveitem a festa!

Mais:

O casamento mais simples e bonito do mundo

O filtro

13 abril, 2011

É improvável que alguém que assista muita televisão entenda o que eu vou dizer agora, mas eu sou a favor da censura do bom senso. Como um filtro, o editor devia ter mais cuidado com o que vai divulgar.

Explico! Desde que acompanhamos as terríveis cenas de Realengo no Rio, começamos a ser expostos a uma série de reportagens sobre como o assassino recarregou a arma mais rápido, como ele fez para entrar na escola sem problemas, onde ele buscou na internet se “educar para matar” etc etc. Verdadeiras aulas de assassinato. Obrigada, jornalistas, mas acho que não precisávamos disso! Também não precisávamos ver todos os detalhes sórditos da mente doentia do infeliz, todas as maldades que ele fez. Ele já morreu. Já acabou. O que é necessário agora é reconstruir aquela escola, a vida de quem ficou, as famílias que foram mutiladas. O mundo precisa de mais revistas como a Revista Sorria, talvez.

Hoje saiu uma reportagem sobre a condenação do programa Pânico na TV a R$100.000,00 (cem mil reais) por terem jogado baratas vivas em cima de uma mulher. Isso é engraçado, né?! Então mais engraçado será ver os produtores suspendendo a noitada para ajudar a pagar a indenização que, ao meu ver, ficou barata (desculpa o trocadilho).

Censura por censura é feio, é ditatorial, é amarga. Mas censura por um mundo mais humano é algo que deveria passar pelos princípios de todos, não é não?!

No meu convívio tem um ser que trai a namorada (esse é escancarado). Ele faz tudo na nossa frente e depois ninguém pode comentar nada! Isso é censura hipócrita. Não quer virar notícia, não deixe que o fato aconteça (frase de antigo compercial). Mas evitar grandes constrangimentos pode ser uma censura razoável. Evitar, por exemplo, que um colega espalhe uma piada racista, seria censura?

A Revista Caras divulgou a carta de uma suicida na capa da revista – com detalhes, claro. Como o ex dela não quis ter seu nome divulgado na reportagem mais ridícula do planeta, a Revista Veja divulgou a história contando que era a volta da censura (uuuh! – som de fantasminha!). Que nojo, ou…

Claro que o Brasil tem péssimas lembranças do assunto e prefere afastar qualquer tipo de restrição da liberdade de imprensa a cuidar do assunto com mais cautela.

Pensemos como as professoras de primário: se a sua liberdade está interferindo na liberdade do outro, então a sua liberdade já acabou. Se a imprensa insiste em divulgar materiais perniciosos, talvez ela precise de um editor melhor. É só isso! Sem horrorizar, sem choramingar, sem alardear a volta da uma ditadura. Não quero que nada volte. Quero uma coisa inédita: Princípios!

Mais:

Dá licença, eu sou imprensa!

A chacina e o pânico da mídia