Archive for setembro \29\-03:00 2009

Sem ver direito

29 setembro, 2009

Hellene Hanff era uma escritora novaiorquina que procurava livros difíceis de encontrar na sua “cidadezinha”. Começa a se corresponder com Frank Doel, co-proprietário de um sebo londrino, que a oferece livros raros diretamente da Inglaterra. E, delicadamente, sempre acompanhava uma carta de apresentação da obra.

A amizade por correspondência dura mais de vinte anos e, com os inúmeros percalços, os dois nunca se encontram. Somente alguns anos após a morte de Doel e o fim da livraria, Hellene decide visitar o local, admirar as prateleiras, acariciar o que sobrou do local tão querido por seu melhor amigo.

Desta história fez-se um livro e do livro, um filme, traduzido para “Nunca te vi, sempre te amei” (“84 charing cross Road). Filme este que me marcou muito. Para se ter uma idéia, ele data de 1987 e a primeira vez que o assisti, foi no cinema, no centro de BH, junto à minha querida mãe.

A vida inteira me perguntei o que teria acontecido se eles tivessem se conhecido pessoalmente: Dariam-se tão bem? Viveriam uma grande paixão? Casariam-se? Perderiam o encanto?

Este tipo de dúvida me atormentava, mas hoje chega a me impulsionar. Algumas criações do entretenimento podem ser resolvidades na vida real.

Guardadas as devidas proporções, também tenho amigos à distância. Amigos que nunca vi. Que me escrevem para falar de Direito, falar de estudos, da vida, dos pensamentos.
O e-mail é minha cachaça! O direito é nosso link.

Há dias que nada me faz mais feliz que um trocadilho processual. Que o timing na troca de mensagens. E nem tudo que está longe, está inatingível. Tudo pode mudar. Sejam bons. Seja bom. Como diria nosso personagem: “Pise leve, porque você anda pelos meus sonhos”.

Had I the heavens’ embroidered cloths,
Enwrought with golden and silver light,
The blue and the dim and the dark cloths
Of night and light and the half-light,
I would spread the cloths under your feet:
But I, being poor, have only my dreams;
I have spread my dreams under your feet,
Tread softly because you tread on my dreams

W.B. Yeats


Manoel Carlos ficaria orgulhoso

14 setembro, 2009

Estudar direito de família é ter acesso a uma série de argumentos para criar uma tragédia grega ou uma ópera italiana. Apesar disso, estou adorando.

Algumas situações me lembram também novelas das oito. A última que acompanhei foi Laços de Família. O moço era da mãe e depois ficou com a filha… E como se chamava aquela novela, também do Maneco, em que a mãe passa o filho para a filha com o trovão caindo aos fundos… uma emoção danada!

Tudo isso a gente experimenta nas aulas de Direito de Família. A família é um gênero que comporta várias espécies.  São problemas que, embora inusitados, podem ser vivenciados por clientes e a gente tem que saber resolver, se possível, da forma mais rápida e menos dolorosa.

Queria ter alguma experiência profissional nesta área. Não sei se me deixaria envolver a ponto de atrapalhar, mas faria mil malabarismos de princípios e jurisprudências para defender o que estivesse mais próximo da minha velha e boa visão de amor. Manoel Carlos ficaria orgulhoso!

PS. Texto escrito após a leitura dinâmica do livro DIREITO DE FAMÍLIA: uma abordagem psicanalítica do Dr. Rodrigo da Cunha Pereira. Se o tempo for amigo, posto aqui uns trechos dos meus resumões. Não que alguém tenha pedido, né…

Mais:

Portal Direito de Família

Textos legais do Jus Navigandi sobre Família

Coelha ataca donos quando mudam da novela (e o meu cachorro adora  o Cesar Millan)

O próximo Decodificando é sobre Família. E não tem problema se for com voz de robô. É sempre ótimo!