Diário de uma estagiária feliz

Amanhã eu tenho trabalho externo. Quer dizer, hoje, considerando que já são uma da matina. O legal de trabalho externo de estagiário e estagiária (!) é que não tem rotina. É sempre uma aventura saber se a carga ainda está com a parte contrária, se perderam ou não o processo lá nas pilhas. Se vai ser fácil ou difícil conseguir uma certidão, se vai ser fácil ou difícil se “dar por citado”, entre outros, que ainda estou pegando o jeito. Muito principalmente, quem faz serviço externo não precisa frequentar academia alguma. Eu já estou com a musculatura do braço bem mais definida!

Minha professora de processo hoje estava falando de ética no trabalho e de advogados que não prezam muito por essa questão (oh, tô passada!) . E disse que advogado que segura processo pra atrasar o andamento do processo não combina mais com o Direito. E disse “é pegando os autos no balcão que o estagiário começa a se fazer para o mundo jurídico” e eu ainda completo: ele começa tirando cópia das sentenças para daqui uns anos, assiná-las.

Ps. Esta é uma homenagem a todos os advogados éticos, à minha professora Leidissônia, a outra professora Simone Diniz, à chiquérrima professora de penal, Ana Paula, Mônica Aragão de Constitucional e tantas outras mulheres dentro e fora do mundo do Direito, que amanhã é nosso dia. Não sei se vai dar tempo de escrever algo mais específico sobre o tema. Temporada de provas, galera!

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Uma resposta to “Diário de uma estagiária feliz”

  1. Fernando Kelles Says:

    É freqüente não se dar importância para atividades que têm muita importância. Certa vez um consultor empresarial peguntado pelos diretores de uma grande indústria como que a “rádio peão” sabia dos assuntos que eram tratados na Diretoria no dia seguinte da reunião. Nesse momento entra na sala um garçom que servia cafèzinho e água para os que participavam da reunião, sem que a mesma sofresse qualquer pausa. Quando o garçom saiu o consultor disse: “É assim, o garçom entrou e vocês continuaram a falar como se nada houvesse acotecido. São essas pessoas que informam depois a ráido peão.” No tempo da guerra fria as informações sigilosas sempre eram obtidas com as datilógrafas, os “boys”, os motoristas. Em casa são as faxineiras, as passadeiras, lavadeiras, que levam informações para seus namorados, etc. Na idade méida os chamados “bobos da corte”, eram os que traficavam com tais informações. Hoje, nos tempos de Internet, estamos muito mais expostos. Devemos saber que todos tem uma participação importante seja onde fôr que estejam inseridos: tirando xérox, levando documentos, servindo um café. Não é o tipo de trabalho que dignifica o homem e sim o homem quem dignifica o trabalho que faz, principalmente se o faz com alegria e bom gosto.

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